Le Mans 16 17

 

“Se há uma coisa que permanece imutável no Automobilismo, é que nada permanece imutável.
Os carros são constantemente destruídos e reconstruídos.
Novas ideias são implementadas, outras abandonadas.
Pilotos e Equipas aparecem e desaparecem.
Calibrar a máquina é uma busca infindável, uma procura contínua pela configuração ideal.
Conduzir um carro de corrida é mais que uma ciência, é uma arte.”

O competição automóvel é mais do que atingir a perfeição mecânica e a excelência na pilotagem, é um misto de “tudo e mais alguma coisa” que se possa imaginar e por fim ainda existe o factor sorte.

Tudo isto ficou nitidamente provado no final das 24 Horas de Le Mans 2016. Onde tudo se dava por vencido, o Toyota TS50 número 5 entrava nos últimos 5 minutos de corrida com o Porsche 919 a mais de 2 minutos atrás quando à entrada da famosa recta das Hunaudières, Kazuki Nakajima comunica com a equipa “I have no Power”. Instalou-se o caos e a reviravolta mal havia começado.

Problemas na unidade híbrida faziam com que o Toyota TS50 se arrasta-se com dificuldade e facilmente foi alcançado pelo Porsche. Perdendo uma corrida que liderou praticamente de fio-a-pavio nos últimos 5 minutos com um golpe duro de se digerir.

Não me vou alongar muito nas palavras, pois a foto fala por si quanto à desolação sentida pela equipa!

“Foi a Toyota que Perdeu a Corrida e não a Porsche que a Ganhou!!!”

 

VW 1302 – 8 Meses de Restauro

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Depois de algum tempo de ausência de notícias sobre o projecto que tenho levado a cabo nos últimos 8 meses, aqui estou eu com muito para contar e mostrar que o projecto está longe de estar parado. Muito pelo contrário, com resultados visíveis de semana para semana.

Os dois últimos meses tem sido bastante produtivos, e tenho conseguido dar um avanço bastante considerável nos trabalhos. A caixa de velocidades está pronta, e já retomou o lugar que lhe pertence há mais de 40 anos, assim como a pequena mas não menos importante alavanca de velocidades.

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Mas as novidades não se ficam por aqui, pois a nova bomba central de travões também tomou o lugar que lhe é devido acompanhada por um novo e completo kit de tubagem de travões. Além do motor de quatro cilindros opostos característico do VW assim como a sua aparência inconfundível, a caixa de velocidades é um dos elementos fulcrais deste pequeno carro.

O pequeno motor de arranque totalmente recondicionado, limpo e devidamente pintado também já está no seu lugar.

Todas estes avanços despoletaram a montagem de uma enorme quantidade de peças, o que já deixa resultados bem visíveis. Os eixos de transmissão, foram limpos e recuperados, tendo sido substituídos os foles e a respectiva massa lubrificante estando já conectados à caixa de velocidades e respectivas mangas de eixo.

Os Amortecedores traseiros também já estão colocados no devido lugar. No eixo dianteiro, os avanços ainda não são tão extensos, no entanto os braços da suspensão e barra estabilizadora já estão montados, assim como o conjunto de mangas de eixo e amortecedores já se encontram recuperados e prontos a ser montados.

Neste campo falta agora dar atenção ao sistema de direcção, para que depois de recuperado possa ser montado a par do sistema de suspensão dianteiro.

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E agora perguntam? E o resto??? Bem, a carroceria já começa a ser trabalhada, este fim-de-semana prolongado de algum tempo para construir uma plataforma móvel que permite o fácil manuseamento da carroceria na garagem. Assim como dei inicio aos trabalhos de raspagem e limpeza das várias camadas de tinta que cobrem a “carapaça” do característico “VW Bug”.

É um trabalho sujo, e que requer muito trabalho de braços em conjunto com uma espátula e pistola de ar quente. Vai ser um trabalho demorado para limpar todos os recantos da carroceria, mas aos poucos e poucos lá chegaremos…

O projecto ainda está muito longe de ser terminado, mas pelo menos olhar para o chassis, e todos os componentes restaurados que já se começam a juntar começa a ser gratificante e muito atraente à vista.

Muito falta por fazer, mas…

Até lá e tal como diziam nuns certos desenhos animados da minha infância “Não percam o próximo episódio, porque nós também não”…

VW 1302 – Os Resultados Começam a Ser Visíveis…

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O projecto de restauro do VW 1302 está longe de estar terminado, mas todo o trabalho das últimas semanas começa agora a ser visível e bem agradável a vista.

Um boa parte da limpeza dos componentes mecânicos está terminada, sendo agora tempo de substituir peças mais desgastadas, e montar de tudo de novo no seu lugar.

Peças com mais de 40 anos, ganham nova vida após alguma limpeza, dedicação e trabalho, estando agora prontas para mais 40 anos de vida e de muitos Km percorridos…

VW 1302 – Os Primeiros 6 Meses de Restauro…

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Há quase 6 meses que se iniciaram os trabalhos de restauro do VW 1302, e desde então muitas coisas foram feitas, outras tantas ainda estão por fazer. Houve fases de trabalho mais regular outras em que a vontade esmoreceu, mas nunca como vencido.

O último fim de semana foi até bastante produtivo, estando a chegar à fase de montar novamente os componentes mais básicos que assentam sobre o chassis, novos casquilhos, cinoblocos, amortecedores, rótulas irão tomar o lugar dos seus congéneres velhos e desgastados.

Com praticamente todos os componentes limpos “parafuso por parafuso” é hora de começar a montar e a devolver os componentes aos seus lugares. O sistema de travagem está a ser completamente refeito, com nova tubagem de travões, bombitos e respectivos calços de travão.

A caixa de velocidades está quase pronta também, e não tarda estará de novo no lugar que lhe compete.

Aos poucos o trabalho começa a ter resultados visíveis. Não é algo que se faça do dia para a noite, mas é muito satisfatório ver que o trabalho e dedicação que empenhamos na tarefa esta a produzir resultados.

É uma experiência muito enriquecedora, aprendi muitas coisas novas, aperfeiçoei os meus conhecimentos mecânicos e respectivas técnicas, é algo único…

Até lá e tal como diziam nuns certos desenhos animados da minha infância “Não percam o próximo episódio, porque nós também não”…

Volkswagen 1302 – A História do Super Carocha

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Janeiro de 1945, Wolfsburgo,

Alemanha

 

Foi logo após o primeiro natal pós 2ª Guerra Mundial que o primeiro Volkswagen Type 1 – Aquele que viria a ser amplamente conhecido como “Beetle”, “Carocha”, “Fusca”, “Bug” ou simplesmente “Carro do Povo” como Hilter o apelidou ou a própria Marca “Volkswagen” significa – saiu da linha de montagem.

Estava lançado aquele que seria um dos carros mais vem sucedidos de todo o sempre, aquele que conseguiria marcar um ponto de viragem na economia Alemã do pós 2ª Guerra, assim como aquele que se tornaria um ícone no mundo Automóvel pelas suas características e estilo inconfundíveis.

Mas foi em 1968, quando o VW Carocha vendia mais de 1 milhão de unidades por ano nos EUA, que o presidente da Volkswagen Heinz Nordhoff então gravemente doente se apercebia que o futuro da Volkswagen não poderia depender só do esforçado “VW Carocha” para sempre. Os Volkswagen Type 3 Notchback, Fastback e SquareBack não estavam a ser a “tábua de salvação” prevista pelo que algo teria de ser feito a curto prazo.

Infelizmente Nordhoff viria a falecer a 12 de Abril de 1968, mesmo antes do novo Volkswagen Type 4 (411 e 412) chegarem ao mercado, mais um modelo pouco conhecido e que rapidamente desapareceu da marca Volkswagen. Após a morte de Nordhoff, Kurt Lotz assume as rédeas da Volkswagen, que naquele tempo era comparável a um enorme navio sem leme, havendo muita incerteza no seu futuro enquanto as encomendas do Volkswagen Carocha baixavam acentuadamente.

Nos EUA os fabricantes de automóveis já tinham aprendido algumas duras lições com a Volkswagen, algumas das quais aplicaram consequentemente nas suas ofertas no mercado do carros compactos. O Novo Cheverolet Vega, assim como o Ford Pinto deram aos compradores Americanos o preço competitivo, espaço e economia de combustível necessária numa época em que os preços dos combustíveis subiam a um ritmo galopante. De igual modo os Japoneses estavam também a tornar-se competitivos em relação à Volkswagen, de tal forma que a revista Americana “Road and Track” fez na altura um comparativo de estrada entre o Volkswagen Carocha e o Toyota Corolla. Infelizmente para a Volkswagen o Toyota Corolla fez tudo melhor e por um preço mais baixo, embaraçosa-mente a Volkswagen perdeu em todas as categorias testadas, exceptuando talvez no charme e na personalidade da sua pequena silhueta.

Foi então que a Volkswagen decidiu reformular o “Carocha” até o novo Volkswagen Golf (Rabbit nos EUA) refrigerado a água e com tracção dianteira estar em produção. O objectivo era reduzir o preço do Volkswagen Carocha Standard e introduzir um novo e actualizado modelo, um “Super Carocha”. A razão para o desenvolvimento do “Super Carocha” era aumentar a utilidade do veículo, fornecendo ao cliente um maior compartimento para bagagem e um maior conforto em geral. À 30 anos atrás tal como nos dias de hoje estas características eram importantes, dando à Volkswagen uma maior escolha no segmento de Mercado onde estava inserido o “Carocha”.

A decisão que levava há produção do “Super Carocha” estava a encaminhar-se para ter um custo muito elevado, e nunca antes a Volkswagen tinha gasto tanto tempo e dinheiro no desenvolvimento do “Carocha”. O projecto do novo “Super Carocha” contemplava uma nova suspensão, requerendo um novo chassis, assim como a alteração de todos os painéis da parte dianteira. Resultou em novos guarda-lamas mais redondos, um capot maior e mais largo, um “avental” dianteiro redesenhado, um novo espaço para a colocação do pneu suplente, alterações na carroceria e cavas das rodas de modo a acomodar a montagem da nova suspensão. Esta dado o mote para a alteração mais cara e extensiva do Volkswagen “Carocha” desde o seu lançamento. Correndo o rumor de que se Heinz Nordhoff ainda fosse vivo e estivesse à frente do destino da Volkswagen, talvez este novo “Super Carocha” nunca tivesse sido construído.

O Volkswagen “Carocha” recém criado seria chamado de “Volkswagen 1302” ou “Super Carocha”. A designação “1302” surgiu devido ao facto do fabricante de automóveis “Sinca” já ter um modelo chamado de “1301”. O “Super Carocha 1302” estava a ser vendido na Europa em duas versões uma delas com 1600cc e outra com 1300cc, enquanto nos EUA eram vendidos apenas na versão 1600cc.

Na Europa de de modo a diferenciar o modelo 1600cc do modelo de 1300cc foi adicionado um “S”, passando a chamar-se “1302 S” a versão com o motor de 1600cc. Com lançamento planeado para Agosto de 1970 o novo folheto de vendas indicava, “E agora o novo VW 1302S. O Super carocha 1600cc. O Carocha mais potente, mais emocionante e mais confortável de sempre.”

Surgia então um Novo Carocha, onde pela primeira vez desde a sua criação o pneu suplente era colocado na Horizontal, numa cavidade redonda construída para o efeito debaixo da zona de carga no porta bagagens dianteiro. O macaco mecânico para levantamento do carro era agora colocado debaixo do banco traseiro e o reservatório de água para o pára-brisas foi deslocado para o lado direito junto à cava da roda. Todas estas alterações resultaram em 1.75m3 de espaço para bagagem, um aumento de 86% de espaço útil em comparação com o “Carocha Standard”. O “Super Carocha” tinha agora finalmente o espaço para bagagens que o público queria.

Mas as alterações não ficavam apenas pela parte estética e funcional, o motor foi também alvo de um evolução, com melhorias nas cabeças dos cilindros, agora com admissão dupla nos motores de 1300cc e 1600cc. Na tentativa de solucionar o problema de manter o 3º Cilindro fresco, o radiador de óleo foi deslocado para fora da “caixa da turbina” e adicionada uma cobertura metálica desenhada para permitir a entrada de mais ar fresco.

A tampa traseira do motor foi aumentada no tamanho para acomodar o novo motor de maiores dimensões, assim como foram adicionados dois conjuntos de grelhas de cinco cortes para ajudar a manter fresco o novo e mais potente motor. Foram ainda adicionadas tomadas de ar do tipo “meia-lua”, adornadas com um friso cromado atrás das janelas traseiras. Estas tomadas de ar faziam parte do novo sistema de ventilação que foi adicionado para assegurar o ar fresco adequado ao habitáculo.

A adição de um espelho de cortesia na pala de sol do passageiro era um toque agradável que a Volkswagen esperava que o público apreciasse.

Aumentar e melhorar a agilidade e condução era um dos principais objectivos para o novo “Super Carocha”, elevando-o até aos padrões dos Concorrentes com suspensão dianteira melhorada e os braços oscilantes traseiros actualizados. A suspensão MacPherson acoplada a braços de direcção transversais resultavam num menor raio de viragem.

Esta nova suspensão dianteira oferecia também uma direcção mais precisa e uma condução mais confortável. Este tipo de suspensão dianteira independente era já utilizada por vários fabricantes de automóveis, sendo ainda amplamente utilizada nos dias de hoje. A nova suspensão era mais leve do que o desenho tradicional que recorria a “feixes” de molas de torção. As cavas das rodas eram agora mais pesadas e a barra estabilizadora cresceu consideravelmente. A parte frontal do chassis foi substancialmente alterada por forma a acomodar as novas alterações da suspensão. A actualizada suspensão era similar à usada no Volkswagen “Type 4”, enquanto na parte traseira foram introduzidos semi-eixos duplos, uma vez que anteriormente estes apenas estavam disponíveis no “Carocha” com transmissão semi-automática.

Os Volkswagen “1302” estavam agora muito mais parecidos com um Ford ou Toyota do que com o tradicional “Carocha”.

O primeiro “Carocha Sedan” saiu da linha de montagem a 11 de Agosto de 1970, tendo sido produzidos cerca de 700.000 nas fábricas Volkswagen em Wolfsburg e Emden. os Volkswagen “1302” venderam surpreendentemente bem, contrariando o que algum entusiastas da Volkswagen apregoavam com comentários como “feio, inchado e grávido”.

Possibilitando a opção de Ar Condicionado por “apenas” 267$ e transmissão semi-automática por uns módicos 139$ adicionais, o “1302” oferecia agora opções que poderiam impulsionar as vendas. Uma vez que a Volkswagen tinha a excelente reputação de qualidade e valor desde a década de 50, que não queria agora ver manchada.

Os anos 70 foram também o inicio das séries especiais do “Carocha”, com modelos como o “Sports Bug”, “Sun Bug”, “Love Bug”, “Fun Bug”, “Winter Bug”, “La Grand Bug”, “Champagne Bug” nos EUA e na Europa, os modelos “Jeans”, “Big”, “City” e “Yellow-Black Racer”. Uma série especial em 1971 foi o Carocha “Jubileu” que era uma das primeiras séries especiais baseadas no Carocha standard e no 1302. Seguiram-se então mais de 35 séries especiais e diferentes do carocha, a ultima das quais foi produzida no México, a “Last Edition”.

Em 1972 a Volkswagen estava altamente empenhada em promover o “Super Carocha” com um folheto de vendas com 14 páginas totalmente a cores, e com uma capa onde apresentava o slogan “Quanto mais velho parece, melhor parece”. Os Volkswagen “1302” estavam disponíveis em 7 cores enquanto o “Carocha Standard” disponibilizava apenas 4 cores e era apresentado ao público num reles folheto de 4 páginas a preto e branco.

No segundo ano do “Super Carocha” foram introduzidas novas alterações, o aumento em 4cm, cerca de 11% do vidro traseiro, que parecia agora enorme quando comparado com o vidro traseiro do primeiro “Carocha” ou com o “Oval”. O interruptor do limpa-vidros foi movido para o lado direito da coluna de direcção por conveniência e as tomadas de ar na tampa traseira do motor foram aumentados em número.

A obsessão da Volkswagen em manter o motor bem refrigerado requeria agora 26 enormes aberturas, agrupadas em 4 conjuntos desiguais no cimo da tampa traseira do motor.

Continuando com a estratégia de oferecer maior conforto e luxo, a Volkswagen havia instalado agora uma prateleira nas costas do banco traseiro, com uma tampa que poderia estar colocada ou então escondida na zona de bagagem traseira e tinha como função manter os objectos de valor longe dos olhares curiosos. Um novo volante em plástico de concepção plana com 4 raios era outra das novidades, tendo coo principal finalidade ajudar a prevenir as lesões em caso de acidente que empossava o emblema de Wolfsburg ao no centro.

Para uma ventilação fluída foram adicionados um par de ventiladores com reguladores direccionais no painel de instrumentos. Mas uma das grandes inovações da época foi a inclusão de uma ficha de diagnóstico no compartimento do motor onde o concessionário poderia ligar o “Carocha” a uma espécie de computador, verificando um determinado número de pontos no carro e imprimir um relatório. Esta era uma forma de incentivar o cliente a levar o “Carocha” a um concessionário Volkswagen para a prestação de serviços de manutenção.

A 17 de Fevereiro de 1972 era então vendido o “Carocha” número 15007034, ao mesmo tempo que a Volkswagen reclamava o recorde mundial para a maior produção do mesmo modelo de automóveis da mesma marca. Foi um Volkswagen “1302” que teve essa honra, batendo um recorde com cerca de 60 anos de idade e estabelecido pelo Ford Modelo T. Este foi um importante marco na história automóvel, sendo que o histórico carro foi doado pela Volkswagen para o Museu Smithsonian em Washington DC para exibição permanente na secção industrial.

Como reconhecimento desta ocasião especial a Volkwagen equipou seis mil “Carochas 1302” com uma pintura azul metálico, jantes especiais em aço com 10 raios, e deu-lhe o nome de “Carocha Marathon”. Nos EUA a Volkswagen lança 1000 unidades com o nome de “Baja Champion SE”, comemorando os sucessos nas corridas Baja de Todo-o-Terreno de 1967 a 1971. Este título veio das corridas no deserto que se realizam anualmente na região de “Baja California” no México.

O facto de a série “Baja Champion” ser um “Carocha 1302” é altamente irónico uma vez que todos os “Carochas” que aqui competiram usavam no eixo dianteiro a verdadeira e comprovada barra de torção que já estava ao serviço da Volkswagen desde 1935. Mais irónico ainda era o facto de que qualquer candidato a comprador desta edição limitada que não teve a sorte de adquirir este modelo “original” poderia comprar um pacote visual por 129.95$, transformando assim visualmente um “Carocha” dito normal em edição especial. Este pacote incluía os autocolantes laterais com o nome “Baja”, tampões de roda estilo “mag”, uma alavanca de velocidades especial, farois de nevoeiro Bosh no pára-choques da frente, imitação de madeira no painel de instrumentos, escudetes no pára-choques e ponteiras de escape estreitas e cromadas.

Em 1973 na capa da brochura publicitária de 8 páginas a cores para o “Super Carocha” lia-se, “O Carocha de 73. Os carros pequenos não são criados todos iguais”, um facto que a Volkswagen tinha provado ao longo dos anos de constantes melhorias no “Carocha”. As actualizações que tiveram lugar no “1302” eram apenas o começo do plano de modernização do “Carocha”.

Foi então em 1973 que Volkswagen deu um enorme passo em frente com a introdução de um novo e melhorado “Super Carocha”, o “1303”, encerrando assim um capítulo encetado pelo primeiro dos “Super Carocha”, o “1302”.