Apetece-me Gritar Bem Alto “Vodafone Rally de Portugal 2011 – Eu Vou!”

 

Apesar de ainda faltarem 12 dias para o ìnicio da 45ª edição do Vodafone Rally de Portugal, eu já não consigo esconder a ansiedade e adrenalina que o Rally de Portugal desperta em mim. Podia ser um grande concerto musical com a melhor banda do mundo, um jogo de futebol entre as melhores selecções do mundo, mas não, é o Vodafone Rally de Portugal 2011.

É caso para dizer que “Há Vícios e Vícios, mas para quem gosta de carros é difícil encontrar um melhor que o cheiro a gasolina e a borracha queimada”, mas neste caso o Rally de Portugal tem um significado especial. É certo e sabido que eu sou um grande aficionado dos desportos automóveis, desde a F1,  GT’s até aos Rally’s, mas no fundo são os Rally’s que eu aprecio com maior expressividade. Cresci a ouvir nomes como Ari Vatannen, Markku Allen, Carlos Sainz, Xavi Pons, Gigi Galli, Richard Burn’s, Colin Mcrae, entre muitos outros, e ouvir o roncar dos míticos Lancia Delta Integralle, Toyota Celica GT-4, Subaru 555, Subaru Impreza, Ford Escort Cosworth, Ford Focus, Citroen C4, e senti com grande tristeza a noticia da morte de Ayrton Senna, Richard Burns e Colin Mcrae, pilotos com excelentes capacidades de pilotagem e acima de tudo uma alma e temperamento muito fora do comum.

Não tendo nascido na mítica era dos Rally’s (Grupo B), já assisti a algumas mudanças nas caracteristicas dos carros, e tive o privilégio de ver pela ultima vez ao vivo e a cores a passagem dos carros WRC 2.0 e irei este ano ver pela primeira vez também os novos WRC 1.6.

É indescritível a sensação deixada após cada passagem, o pó, a lama, o som e a emoção e o ambiente que é criado pelos espectadores. A resistência à chuva ao frio e ao pó marcam o ambiente de um verdadeiro Rally, e não existem palavras para descrever os gritos e os aplausos que surgem por entre o pó, após a passagem de um carro num “gancho”, onde no meio de tanta confusão e emoção se soltam palavras tão simples como “espectacular”, e onde o tremer do chão e o roncar dos motores criam arrepios.

Admiro o convívio entre milhares de aficionados, de diversas nacionalidades que são capazes de criar um ambiente único e que tornam os Rally’s algo de muito mais do que apenas corridas. Não se torna em apenas mais uma corrida, mas sim um evento capaz de proporcionar todo o tipo de emoções que o ser humano é capaz de descrever.

Tendo sido considerado pelos melhores pilotos da modalidade um dos melhores e mais duros Rally’s do Mundo, onde percorria as serras do Norte e Centro do país de lés-a-lés, mas actualmente o Rally mudou-se para para o Sul e começa a ganhar o seu próprio espaço nas Especiais Algarvias. Não é melhor, nem pior, mas antes diferente, e por isso, não há que fazer qualquer comparação entre o novo e o velho Rali de Portugal. É possível vibrar com a versão de hoje e ter saudades de palmilhar os locais de ontem. No fundo, nutrir uma paixão pelo “Delta Integralle”, é perfeitamente compatível com as saudades do roncar do “Stratos”.

Apesar de tudo, os caminhos que fizeram a história do Rali de Portugal, não merecem ficar órfãos da competição automóvel. Por esse motivo, continuo a alimentar o sonho de que um dia, se voltem a acender fogueiras nas florestas de Fafe e Arganil…

 

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