Crónica: Rali Targa 2012 – Vieira do Minho

Portugal é um pequeno país a beira mar plantado, mas por vezes prega as suas partidas, tal como aconteceu no Rali Targa que se realizou em Vieira do Minho.

Ricardo Moura foi o vencedor depois de terem sido anulada a ultima especial do rali devido a uma tempestade de granizo que levou a desistência de vários pilotos. Num dia em que os Mitsubishi Evo tiveram problemas de motor, tais como o Pedro Meireles e Ricardo Moura. Ivo Nogueira despistou-se na ultima especial devido a tempestade de granizo que se fez sentir.

Actualmente o Campeonato Nacional de Rally’s não tem grande emotividade, grande parte devido aos concorrentes que nele estão inseridos. Existem excepções, mas nota-se muita falta de competitividade por parte dos pilotos nacionais, alguns deles com boas viaturas. Já vi por diversas vezes Rally do Campeonato Nacional e apesar da crise continua a haver um punhado (sim poucos, mas existem) de pilotos com boas mecânicas.

Uma das maiores desilusões é o piloto de Guimarães Pedro Meireles, que tripulando um Mitsubishi Lancer Evo X já com algumas especificações R4 não consegue obter andamentos dignos de tal carro. A espectacularidade deste piloto é muito pouca, quando comparada com Ricardo Moura que tripula uma máquina bem menos evoluída e antiga.

Ivo Nogueira é por outro lado uma jovem promessa dos rally’s. Quando o vi na época passada no Ralie Torrié ainda pouco habituado ao Citroen DS3 R3T pensei que fosse apenas mais um, mas tem vindo a demonstrar o quanto eu estava errado quando imprime um bom andamento numa máquina de 2 rodas motrizes.

Tal se veio a destacar neste Rali Targa 2012 onde ele foi o líder durante uma boa parte do rally isto quando a competir directamente contra máquinas bem mais potentes e de 4 rodas motrizes. Algo que não consigo entender muito bem é como um pequeno Citroen DS3 R3T com um motor 2.0 Turbo de cerca de 210cv e apenas tracção dianteira consegue superar o supra sumo dos rally’s, o Mitsubishi Lancer Evo com o seu potente motor 2.0 Turbo e 300cv além de ter tracção total.

Podemos dizer também que a transmissão do Citroen Ds3 R3T é mais evoluída (6 velocidades Sequenciais por patilha no volante) contra uma simples caixa de 5 ou 6 velocidades em H, mas será isso suficiente para que consiga vantagem sobre o Mistubishi em rally’s de asfalto? Ou Será que os pilotos dos Mitsubishi não conseguem tirar total partido das suas máquinas?

Fica a questão no ar, pois eu não consigo saber ao certo qual a razão para a falta de competitividade do nosso Campeonato Nacional de Rally’s.

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