Emergência Pré-Hospitalar em Portugal

É triste ver chegar à comunicação social relatos de graves falhas no sistema de saúde nacional, envolvendo tanto profissionais da área da saúde como Bombeiros. Este caso em especial refere-se a uma enfermeira da unidade de saúde local se ter recusado a acompanhar uma parturiente durante o seu trabalho de parto enquanto decorreria o transporte para a maternidade de Bragança numa ambulância dos Bombeiros de Freixo de Espada a Cinta.

Como é que uma pessoa que se diz profissional de saúde abandona um utente com a desculpa de “não receber horas extras para efectuar o transporte”. Mas nem tudo fica por aqui pois ainda mais grave é o médico responsável pela utente o ter permitido sem que houvesse acompanhamento.

O resultado de toda esta confusão foi o nascimento da criança na Ambulância sem qualquer tipo de assistência médica diferenciada, algo que nunca deveria ter acontecido num sistema de saúde onde dizem ser competente. O parto decorreu sem que houvesse condições materiais, sanitárias e mesmo técnicas para que tal acontecesse em pleno, tendo o Bombeiro e o Pai da criança com o auxilio do INEM via telefone feito todo o trabalho de parto, o qual acabou por ser complementado com o transporte já numa Ambulância do INEM até à urgência básica de Mogadouro e posteriormente de Helicóptero até à unidade de Bragança.

Eu como prestador de socorro pré-hospitalar e bombeiro voluntário repudio tais acções por parte dos “competentes” médicos e enfermeiros do serviço de saúde do nosso país. País este que se diz moderno, mas que peca em coisas tão básicas como se um país de terceiro mundo se tratasse.

Fica o apelo aos responsáveis pela saúde em Portugal, façam rolar as cabeças daqueles que não cumprem, pois só assim os serviços de saúde serão melhorados.

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