Hoje Acordei…

Hoje acordei num dia cinzento,
desde o começo senti que era diferente.
Tinha uma sensação de estranheza cá dentro,
como aqueles dias que tu pensas no antigamente,
a minha mente, dizia “falta algo”,
é tão claro como água,
reflectia sobre o porquê da vida ser amarga,
TRAVA…

A maior arma é, não deixar esmorecer a alma,
acreditar que o jogo não está perdido,
continuar a sorrir, por muito que possa estar fodido.
E eis a questão,
eu não vejo ninguém a sorrir,
sem orientação já ninguém deixa fluir.
Está tudo cheio de pressa para subir,
mesmo que isso implique destruir,
já não há acções a medir,
assim não vão conseguir.
Na ausência do amor é, impossível construir,
ACREDITA…

Cada vez está mais dificil de agradar,
ser agradado, ser motivado a criar,
Não há impacto, está-se tudo a cagar,
se quisessem mudar, podiam, mas ninguém quer arriscar.
Em vias de extinção, está o motivo certo,
a cura para a secura, é como água no deserto,
longe, perto, é quase miragem,
praticamente utópico já nem me lembro dessa imagem,
margem distante, afasto-me no barco,
podiamos ser brilhantes, mas eles preferem o tacho,
o declive é constante, vai tudo para o mesmo saco,
pesados como elefantes, só paramos lá em baixo.
Só na merda é que pensamos, reflectimos sobre o erro,
O homem tem de levar um estalo para reparar no degredo,
não é segredo, todos vemos, são casos reais,
vivemos a dormir e cada vez perdemos mais…

Hoje em dia o tema guerra já não é novidade,
pobreza, riqueza, não é novidade,
mentiras, políticas não são novidade,
sabemos que nunca vamos, saber a verdade.
vivemos na esperança de matar a saudade,
acorrentados aos demónios da nossa sociedade,
iludidos com a trança da falsa felicidade,
qual é a força que chega para nos tirar a liberdade.
Usam e abusam da nossa dignidade,
não me venham dizer que é, da minha idade,
da crise da actualidade, que foi uma fatalidade,
porque, o problema está na mentalidade,
ou na intimidade, que chegamos a este, a vontade,
constante passividade, não existe frontalidade,
à golpes com gravidade, sem afinidade.
Para o bem da comunidade, quem é que pára a Humanidade.

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