O Eterno “Se…”

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O verão está aí à porta e o Dispositivo de Combate a Incêndios está de novo montado, mas tal como já era de esperar sem grandes alterações no que à segurança pessoal dos elementos integrantes das equipas diz respeito.

Há boa maneira Portuguesa os equipamentos de protecção individual tardam em chegar, assim como tardam em ser desbloqueados os pouco mais de 700 mil euros que Timor-Leste doou no final do verão passado aos Bombeiros Portugueses.

140.949 mil hectares ardidos e acima de tudo 9 mortes sendo 8 delas Bombeiros que integravam o dispositivo de combate a incêndios deveria ser um motivo mais do que suficiente para que tivessem sido tomadas as providencias necessárias durante a época de Inverno.

É muito bonito vir para os meios de comunicação social dizer que irá haver novo equipamento de protecção individual melhor e mais resistente ao calor e às chamas, mas este tarda em chegar! Além de que muitas as associações não tem capacidade financeira para adquirir destes equipamentos para todos os seus Elementos.

O Cirurgião Celso Cruzeiro, coordenador unidade de queimados dos Hospitais da Universidade de Coimbra remata “SE o material, sobretudo os fatos e as botas, fosse adequado, podia ter minimizado a gravidade das lesões”, “Alguns usam equipamento que arde e cola-se à pele. Outros já têm equipamento mais ‘sofisticado’, na medida em que não arde, mas deixa passar calor e provoca queimadura na mesma” realçando que “o equipamento ideal para quem pisa terrenos em chamas é o que não arde nem aquece”.

Tudo isto é muito bonito no papel e nos meios de comunicação social, mas a realidade é praticamente igual à do ano passado, tirando o facto de que cada um dos elementos irá receber um “Manual de Bolso” com informação sobre segurança no combate aos incêndios, que dá sempre jeito para ler nos pequenos intervalos do combate às chamas (cof cof cof)…

O calor chegará assim como os incêndios, o panorama irá repetir-se sem que o Dispositivo de Combate a Incêndios se negue ao desempenho das suas funções, isto porque tal como Steve Jobs dizia “Não me interessa ser o Homem mais rico de cemitério. […] Ir para a cama à noite e sentir que fizemos algo fantástico […] isso é que me importa.”

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