A Minha Namorada Disse: “Eu ou o Rally?”…

A Minha Namorada Disse: “Eu ou o Rally?” Eu Respondi: “Vou Ter Saudades Tuas…”, assim dizia a primeira tarja que avistamos no WRC Fafe Rally Sprint 2013.

Faltam pouco mais de 10 dias para a 3ª edição do WRC Fafe Rally Sprint, e nós não faltaremos.

Há vícios e vícios, mas para quem gosta de automobilismo não há melhor que o cheiro a gasolina e a borracha queimada, mas neste caso é mais adequado dizer que não há melhor que o grito agudo dos motores e sabor do pó levantado.

O WRC Fafe Rally Sprint já é uma fórmula de sucesso e a edição deste ano não será diferente, uma enorme enchente de gente nos últimos 6,5Km da antiga especial da Lameirinha onde o Salto da Pereira, a descida do Confurco e o Salto da Pedra Sentada já escreveram o nome na história do Mundial de Rally’s.

Descrever o ambiente vivido é simplesmente impossível, quem o sente, simplesmente sabe…

Que este ano se acendam de novo fogueiras nas serras de Fafe, que o ambiente pessoal aqueça ainda mais a noite fria e que o sabor do pó deixe a sua marca.

E que muitas namoradas pensem duas vezes antes de se sobreporem ao Rally! Cada um em seu lugar e o Homem tem espaço para os dois!

“Vou Ter Saudades Tuas”…

Não Me Arrependo!!!

 

 

Não me Arrependo do Que Fiz, Apenas do Que não Fiz…

 

 

“You Are The Best In The WORLD” – Richard Burns


Nada somos em motivação, paixão e uma boa dose de loucura.

Simplesmente não há muito a dizer… Serás sempre um exemplo, um ídolo desde aquele dia chuvoso em que te vi passar pela primeira vez…. Era criança, mas recordo-me como se fosse hoje. O Subaru Impreza WRC azul característico e o jovem de aspecto franzino e sorridente a arrancar uma das maiores ovações que até hoje assisti.

A vida dá muitas voltas, mas eu gostava de ter “apenas” a tua força de vontade, a tua forma de ser e o teu querer, porque o aspecto franzino já me é característico…

Richard Burns – “You Are The Best in The WORLD”

Alex Zanardi: O Melhor Exemplo de “Querer é Poder”

Zanardi 14 2

Porque “Querer é Poder” nunca uma frase tão bem encaixou no percurso de vida de uma pessoa, (Alex) Alessandro Zanardi.

Nascido a 23 de Outubro de 1966 em Bolonha Itália, Alex Zanardi é um exemplo de vida, um exemplo de paixão pelo Desporto Automóvel e pela vida.

Piloto profissional esteve envolvido na Fórmula 1 entre 1991 e 1999 passando pelas equipas Jordan, Minardi, Lotus e Williams. Mas a sua vida viria a mudar em 2001 quando pilotava um Reynard de Champ Car (CART) que lhe amputou literalmente as duas pernas.


O acidente foi extremamente violento colocando-o em sério risco de vida e tendo de ser reanimado 7 vezes até chegar à unidade hospitalar, mas Alex Zanardi não largou a vida.

Depois de uma longa e difícil recuperação regressou à Competição Automóvel, mais propriamente ao WTCC entre 2005 e 2009 com a BMW onde venceu por 3 vezes.

Apesar de parecer até pouco, 3 vitórias em 5 épocas no WTCC, mas temos de compreender o facto de ser um campeonato extremamente competitivo e de Zanardi usar 2 próteses no lugar das pernas o que levou a grandes alterações nos controlos mecânicos do automóvel e que consequentemente levou a uma adaptação.

Mas a força de vontade de vencer não ficou por aqui. Em 2007 adoptou o paraciclismo como desporto tendo estado nos Jogos Paralímpicos de Londres de 2012 onde conquistou 3 medalhas, duas de ouro e uma de prata no ciclismo paralímpico H4.

Agora com 47 ainda não está disposto a parar e está de volta à competição automóvel com a BMW na Blancpain GT Sprint Series. Inserido na equipa ROAL muito conhecida por suportar Tom Coronel no WTCC irá pilotar um BWM Z4 GT3 especialmente equipado para as suas necessidades especiais.

A sua rapidez não foi diminuida pelo acidente, mas sobretudo a sua vontade de querer e de conseguir foi de sobremaneira engrandecida, o que o torna um grande exemplo de vida….

Isto tudo porque “Querer é Poder”…

Finish: Dakar 2014

ginaf

Terminou hoje com a merecida cerimónia de Pódium o Dakar 2014. Uma edição a tipicamente difícil, que motivou a desistência de quase 50% dos que estavam à partida.

Mais uma vez a competição mostrou-se implacável e os terrenos percorridos, demolidores.

Acompanhei atentamente todas as modalidades, ficando triste com os acontecimentos dos pilotos Nacionais nas Motos, assim como da desistência do Carlos Sousa logo ao 2º dia de prova nos carros…

Mas o verdadeiro bichinho surgia com os Camiões…. A verdadeira luta foi travada entre os Iveco e Kamaz, ainda que os Tatra e MAN da Veka Racing tenham dado mostras de bom andamento.

No final o saldo foi mais positivo para os Russos da Kamaz que conseguiu colocar 4 camiões no top 5, um deles no lugar mais alto do pódium com Adrey Karginov, seguido bem de perto por Gerard De Rooy com o Iveco Powerstar…

O Dakar mostrou-se particularmente difícil e traiçoeiro, mas a competição tem destas coisas, e só temos de conseguir ser mais fortes, mais rápidos e consistentes…

Máquinas assombrosas, é a melhor forma de identificar os camiões de corrida mais evoluídos, autênticas bestas de poder e velocidade, ultrapassando por vezes com facilidade carros e motos.

A engenharia envolvida apaixona-me e surpreende-me, isto porque não existe um mercado específico para o desenvolvimento de Camiões de Corrida. Todos eles são alterados, e modificados ao critério das equipas, fabricando novas peças… Tudo isso torna ainda mais carismático, pois não podemos chegar ali ao concessionário da esquina e adquirir um camião de corrida. Tudo tem de ser fabricado com um determinado propósito e para um local específico.

Praticamente em simultâneo com o Dakar 2014, decorria o Africa Eco Race, uma prova menos mediática, mas que cruza os antigos troços do Dakar no Continente Africano.

A Portuguesa Elisabete Jacinto esteve presente com o sou MAN TGS, e conseguiu um belo 3º lugar, tendo aguentado o 2º lugar durante muito tempo, mas que se viu suplantado pela maior potência do Scania de Kovacs nas Dunas da Mauritânia.

Aproveitando um pouco a entrevista que Elisabete Jacinto deu ao Desporto 2 da RTP2 o MAN TGS que conduz, é praticamente um camião de série, comprado num concessionário nacional e que foi modificado ao nivel da resistência de suspensões, chassis e um pouco mais de potência no motor. E estas limitações reflectiram-se na impossibilidade de lidar com os “protótipos” Tatra e Scania que são muito mais potentes, leves e ágeis nos ângulos de entrada e saída.

Tudo se resume a números, pois um bom camião de corridas pode ascender a mais de 250 mil € facilmente, alguns deles custando mesmo quase 500 mil €… Enquanto que quem não tem um budget tão elevado tem de se contentar com o melhor que consegue, mas nem sempre uma boa navegação e condução podem esconder as limitações mecânicas.

Como é sabido o meu sonho passa por estar presente num Dakar ao volante de um destes monstros de 4 rodas. A sua imponência espanta qualquer um… Barulhentos, pesados, sujos mas com alma e coração…

É isto que me fascina…

Apenas Preciso de uma Máquina, de lhe tomar o gosto e o pulso, o resto o coração encarrega-se de conduzir!