Vícios e Vícios: 24h Le Mans 2015

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Nada somos sem as nossas pequenas coisas, sem os nossos pequenos vícios e paixões. Para uns louco, obstinado e persistente, mas o vício e a paixão pelo desporto motorizado é maior que tudo e seria impensável perder aquela que é considerada a maior prova desportiva do mundo pela BBC a par dos Jogos Olímpicos. As 24H de Le Mans são o pináculo do desenvolvimento mecânico do desporto automóvel, uma corrida de resistência que mais parece uma corrida de sprint de 24H.

Pilotos e máquinas percorrem o mítico traçado de La Sarthe, circuito este que com os seus 13,680 Km circundam a pequena cidade de Le Mans no sul de França.

Como Português e patriota, defendo com afinco as cores Nacionais assim como os nossos pilotos que por muito “desconhecidos” que sejam da generalidade de pessoas, sim, Portugal é ainda um país de “futeboleiros”. Nesta edição de 2015 as cores Nacionais estão representadas pelo Filipe Albuquerque, Tiago Monteiro, Pedro Lamy, João Barbosa e Rui Águas.

Pouco mais de 6 Horas passaram desde o arranque e os Portugueses já escreveram o seu nome na Histórias das 24H de Le Mans, mais concretamente Filipe Albuquerque que tripula o Audi R18 e-tron quattro nº 9 que não só conseguiu atacar os Porsche, como também bateu duas vezes o recorde da volta mais rápida em corrida.

Albuquerque fez duas voltas mais rápidas seguidas, a primeira em 3m18,477s e a segunda em 3m17,647s. Não só o português conseguiu bater o recorde da configuração atual, feita em 2010 por Loïc Duval, no Peugeot 908, em 3m19,074s, como também bateu os 3m18,4s de Pedro Rodríguez num Porsche 917, feito numa versão mais curta e sem chicanes na reta Mulsanne, recorde existente desde 1971.

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Mais uma vez a noite adivinha-se difícil, mas ao mesmo tempo empolgante o que motiva ainda mais o seguimento da prova a par-e-passo. Desta vez apenas pela TV, e live-timming na Internet, mas sem nunca perder o sonho de um dia estar pessoalmente em Le Mans…

E que amanhã tenhamos a bandeira Portuguesa no lugar mais alto do pódio…

Força Filipe Albuquerque, Tiago Monteiro, Pedro Lamy, João Barbosa e Rui Águas….

11/06/2006 — Nunca Esquecido e Para Sempre Relembrado

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11/06/2006 — Nunca Esquecido e Para Sempre Relembrado

Vodafone Rally de Portugal 2015: O Regresso às Origens

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14 anos passaram desde que o ainda chamado TAP Rally de Portugal tinha pisado terras nortenhas pela última vez, mas 2015 foi o ano do regresso às origens.

4 dias de elevada competição automóvel em alguns dos mais bonitos troços de Rally do Mundo inteiro. Quem é que se pode dar ao luxo de ter um troço (Viana do Castelo) com o Oceano Atlântico como pano de fundo? Pronto existe no SATA Rally dos Açores, mas bolas… Isso também é em Portugal… =)

Tal como já bem sendo hábito e a impossibilidade de resistir ao bichinho do desporto automóvel lá fiz a romaria até aos troços, primeiro até Ponte de Lima que acabou por ser neutralizado a meio devido a um incêndio florestal, depois para o troço do Marão e por fim para  mítico troço de Fafe / Lameirinha.

No troço de Fafe / Lameirinha estava montada a enorme “Cidade” que já vem sendo hábito e que levou milhares de pessoas até as serras de Fafe..

Porque a paixão pelo desporto automóvel é imensurável e como já dizia o sábio Jorge Palma “Enquanto Houver Pernas p’ra Andar, A Gente Vai Continuar…”

 

Procuro Respostas a Perguntas que Nunca Fiz….

 

 

Procuro Respostas a Perguntas que Nunca Fiz….

 

 

(…)

E eu quero chegar,
onde ninguém chegou,
quero me encontrar,
ser quem no fundo eu sei que eu sou…

Nesta estrada,
a direcção certa em linha recta,
mas na encrusilhada,
qual a opção correcta,
não é fácil,
a decisão,
na bifurcação,
trasversais e paralelas,
eu sou um milhão,
se esta vida não fosse,
uma sinfonia agridoce,
e a inocencia não voasse,
depois dos 12,
numa viagem na montanha russa de emoções,
em busca de cifrões,
para comprar ilusões efémeras,
que não nos acompanham para o caixão,
eternas são memórias que tocam no coração,
melodias que elevam,
só com ventos de mudança,
baterias carrego,
com poemas de confiança,
desliga a mente,
viaja velozmente até ao âmago,
sente a energia a massajar-te como um bálsamo,
aroma acende-o,
estremesse,
relampago,
acorda,
agora,
não és mais sonambulo…

A estrada leva-te a escolher,
nunca finjo quem eu sou,
sou quem nunca vai mudar,
A vida é uma sinfonia,
sem sabor,
com sentido,
com caminho,
em frente,
sei o meu valor,
A estrada leva-te a cair,
levantar,
duvidar,
renascer,
sou quem nunca vai mudar,
a vida é uma aurora sem cor,
com sentido,
caminhamos juntos para o mesmo abismo…

Eu quero chegar,
onde ninguém chegou,
quero me encontrar,
ser quem no fundo eu sei que eu sou,
porque eu já vi coisas que não são para ver,
porque eu estou perdido,
em busca do prazer,
eu já vi coisas que não são para ver,
eu estou perdido,
no que é um sentido….

Doce,
Amargo,
o travo do meu fado,
a história de um homem livre,
que outrora estava agarrado,
eu,
esvoaço como um pássaro,
e,
renasço como um lázaro,
o sumo do que escrevo,
é fruto de amar e ser amado,
porque deus tem me guiado,
para longe do mau olhado,
e com o tempo eu fui colhendo,
o bem que tinha semeado,
não sou escravo do que escrevo,
mas escrevo como um escravo,
e fardo desta luta,
por vezes pode ser pesado,
visado por palavras,
amargas que pronuncias,
semeias ventos,
e a tempestades renuncias,
mas a arma do karma,
foi só ali e vem já,
não faço julgamentos,
o universo encarregar-se-á,
fé no trabalho,
e ambição desmedida,
mostrar o que valho,
e sempre alheio há tua vida,
proque a mudança vem de dentro para fora,
ainda há esperança,
chegou a hora…

A estrada leva-te a escolher,
nunca finjo quem eu sou,
sou quem nunca vai mudar,
A vida é uma sinfonia,
sem sabor,
com sentido,
com caminho,
em frente,
sei o meu valor,
A estrada leva-te a cair,
levantar,
duvida,
renascer,
sou quem nunca vai mudar,
a vida é uma aurora sem cor,
com sentido,
caminhamos juntos para o mesmo abismo…

Eu quero chegar,
onde ninguém chegou,
quero me encontrar,
ser quem no fundo eu sei que eu sou,
porque eu já vi coisas que não são para ver,
porque eu estou perdido,
em busca do prazer,
eu já vi coisas que não são para ver,
eu estou perdido,
no que é um sentido….