Ayrton Senna: 19 Anos Após

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Tinha eu apenas 4 anos de idade quando aconteceram as 72 horas mais negras da história da Fórmula 1. Decorria o Grande Prémio de San Marino em Ímola em 1994, quando tudo começou a correr mal logo desde o inicio da competição.

Tudo se resume a uma incrível sucessão de acontecimentos que começaram na sexta-feira dia 29 de Abril de 1994 com o despiste de Rubens Barrichello na primeira sessão de qualificação, onde  Jordan do piloto Brasileiro voou sobre os correctores a mais de 225 Km/h embatendo violentamente no muro de pneus. Do acidente resultaram apenas algumas mazelas físicas para o piloto Brasileiro, ou seja, uma fractura no nariz e num dos braços.

A 30 de Abril de 1994, tudo correu ainda pior. Faltavam apenas 20 minutos para o final da segunda qualificação quando o Austríaco Roland Ratzenberger perdeu o controlo do seu Sintek Ford a mais de 300 Km/h chocando contra a barreira de cimento. O desfecho foi negro resultando na sua morte em virtude de graves lesões cranianas.

Domingo 1 de Maio de 1994, e apesar de todos os acontecimentos dos dias anteriores o Grande Prémio teimou em se realizar, mas mais uma vez o resultado foi negro. Tudo começou logo no arranque quando o Benetton de J.J. Letho ficou parado na grelha de partida e o Português Pedro Lamy não conseguiu desviar-se e embateu contra J.J Letho, mas não ficou apenas por aqui. Após a entrada do safety-car e da remoção dos destroços do acidente anterior a corrida recomeçou, mas logo na primeira abordagem à curva de Tamburello Ayrton Senna despista-se e embate fortemente contra o muro de protecção, morrendo de seguida.

No dia de hoje muitos festejam o dia do trabalhador, mas eu recordo um dos melhores, se não mesmo o melhor piloto de Fórmula 1 do mundo. O Mágico da Chuva!!!

 


 

“Não sei dirigir de outra maneira que não seja arriscada. Quando tiver de ultrapassar vou ultrapassar mesmo. Cada piloto tem o seu limite. O meu é um pouco acima do dos outros.”

Ayrton Senna

Ayrton Senna, O Herói e o Mágico das Pistas

Formula One World Championship

Relembro-o desde que me consigo recordar. Ayrton Senna morreu num forte acidente contra um muro de betão no circuito de Imola a 1 de Maio de 1994 enquanto pilotava um Williams Renault de Fórmula 1 a cerca de 300 km/h. Tinha eu apenas 4 anos, mas recordo-me de todo o alvoroço que a morte deste magnífico piloto criou em torno da Fórmula 1 e do desporto motorizado.

Desde a sua morte passaram quase 19 anos, mas caso ainda estivesse entre nós Ayrton Senna faria hoje 53 anos.

Aqui fica este pequeno lembrete sobre o Campeão, o piloto que me faz sonhar desde pequenino.

Ayrton Senna (21/03/1960)

Corridas com o Coração


 

Longe vão os tempos, aqueles mesmo antes de eu nascer em que as corridas eram decididas com o coração, sim por momentos de coragem e emoção por parte dos pilotos que conseguiam proezas que não imaginamos ver replicadas nas corridas de hoje.

Actualmente vemos que as corridas principalmente de Fórmula 1, assim como as restantes modalidades motorizadas de topo se regem por tácticas fortíssimas que impõem determinadas regras e objectivos aos pilotos, aliciando-os a arriscar o estritamente necessário e nunca passar além disso.

Faz falta a irreverência das lutas entre Alain Prost e Ayrton Senna, o louco e espectacular Gilles Villeneuve ou então o louco James Hunt que não dispensava um cigarro, álcool, festas, sexo e mulheres antes das corridas.

Corridas feitas com o coração no acelerador traziam um encanto e emoção fora do normal, forçando limites do que era imaginável. Eram essas emoções que davam cor ao desporto motorizado, e que mostravam a verdadeira face dos pilotos.

Não descuro a evolução tecnológica e táctica que o desporto motorizado sofreu até ao dia de hoje, em que os níveis tecnológicos da engenharia envolvida são enormes e que dão o seu ar de graça, mas os tempos em que não havia ajudas electrónicas, direcção assistida ou telemetria em directo eram muito mais bonitos.

Tempos esses em que os pilotos tinham máquinas muito mais “ásperas”, onde tinham de ser pilotadas com as duas mãos, com o coração e com os “tomates”.

E Se a Fórmula 1 Regressasse a Portugal?

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Passaram quase 15 anos desde que a Fórmula 1 esteve pela última vez num circuito Português. Corria o ano de 1996 quando Jacques Villeneuve ao volante de um Williams-Renault venceu o Grande Prémio de Formula Um em Portugal.

Portugal sempre teve uma importante tradição no desporto motorizado, motivo esse que nos levou a ter grandes competições motorizadas no nosso país, assim como interessantes circuitos. A década de 50 e 60 usou principalmente os circuitos da Boavista, Monsanto e Cascais, circuitos citadinos para receber a Fórmula 1. Mas existiram outros importantes circuitos, tais como o Circuito de Vila Real e de Vila do Conde.

Em 1984 a Fórmula 1 regressou a Portugal. O circuito do Estoril já havia sido construído em 1972, mas pela primeira vez recebia um Grande Prémio de Fórmula 1, tendo mantido o seu lugar até 1996.

Quem é que não se lembra da magnífica vitória de Ayrton Senna em 1985 ao volante do Lotus “Jonh Player Special” quando uma autêntico dilúvio se abatia sobre o circuito? Muitos pilotos importantes escreveram o seu nome na lista de vencedores do Grande Prémio de Fórmula Um em Portugal, nomes esses tão importantes como Alain Prost, Ayrton Senna, Nigel Mansell, Gerhard Berger, Riccardo Patrese, Michael Schumacher, Damon Hill, David Coulthard, Jacques Villeneuve, isto para não falar de Juan Manuel Fangio e Stirling Moss.

Na semana passada juntamente com a confirmação da realização do WRC Fafe Rally Sprint 2013 surgiu o rumor de que a Fórmula 1 poderia voltar a Portugal. Bernie Ecclestone continua a tentar arranjar um substituto para o GP de Nova Jérsia e o nome de Portugal surgiu em conjunto com França.

Actualmente o circuito do Estoril já não reúne as condições necessárias para a realização de um GP de Fórmula 1 actual, mas temos o novo Autódromo Internacional do Algarve, que apesar de distante de tudo e de todos possui um excelente traçado assim como condições de referência.

Para já tudo não passa de uma especulação e até diria mesmo de um sonho, pois a crise instalada no país e até no mundo em geral restringe um pouco a realização deste tipo de eventos que movimentam milhões de euros. A verdade é que Portugal ficaria a ganhar em exposição mediática e em retorno publicitário, mas o investimento imediato necessário para trazer a competição a terras lusas é enorme, coisa que poderemos não ser capazes de fazer.

Caso o sonho se realize, tenho a dizer que tentarei ir custe o que custar. Apesar de a Fórmula Um ser um misto de desporto Automóvel, Dinheiro, Política e Mulheres é a modalidade rainha e algo que se torna imperdivel para qualquer amante do desporto Motorizado.

Reflexão: Automobilismo

 

Existem corridas de automóveis quase desde que os carros movidos a gasolina foram inventados, substituindo assim as tradicionais corridas de carroças puxadas por cavalos. A primeira corrida foi organizada em França no ano de 1894 anos em que os carros era extremamente rudimentares, lembrando uma tradicional carroça com um motor de combustão interna.

Nasci apenas no inicio da década de 90, anos em que as corridas já eram largamente difundidas restando as recordações dos loucos anos 70, 80 e 90 anos que por muitos são considerados como os melhores anos da competição automóvel, anos esses que trouxeram os míticos Grupo C a Le Mans, os Grupo B nos Rallys e os verdadeiros F1 1.5 Turbo que ainda tiravam partido do efeito de solo, e que literalmente voavam baixinho numa nuvem de faíscas.

Quase 22 anos depois do meu nascimento olho para o meu interior e vejo que seria impossível para mim viver sem o desporto automóvel. Nunca tive muitas oportunidades de assistir ao vivo às melhores competições do mundo, mas aos poucos vou conseguindo alcança-las. Ainda vivo num mundo de sonhos, onde o cheiro a gasolina e a borracha queimada reinam. Sítio onde se encontra o Homem e a Máquina em perfeita harmonia, capazes de conseguir feitos fantásticos que por vezes deixam lágrimas nos olhos.

Muitos pilotos passaram pelas pistas e troços de rallys, muitos pereceram às mãos do destino ou falhas mecânicas mas faziam-no por paixão, gosto e amor pelos automóveis e velocidade. Grandes nomes figuram na minha lista de sonho, Ayrton Senna, Alan Prost, Nigel Mansel, Juan Manuel Fangio, Niki Lauda, Damon Hill, James Hunt, Jacques Vilneuve, Roland Ratzenberger, Ari Vatannen, Timo Salonen, Annu Mikkola, Juha Kankkunen, Colin Mcrae, Richard Burns, Petter Solberg, Jari-Matti Latvala, Ott Tanak entre muitos outros.

O Automobilismo sempre envolveu alguns riscos, assim como todos os desportos. Desafiador das leis da física e da mecânica o automobilismo sempre envolveu a capacidade de os pilotos levarem as suas máquinas o mais longe possível, tocar nos limites ou até mesmo ultrapassa-los mas como tudo na vida tanto os pilotos como as máquinas são falíveis.

Esta semana foi marcada por vários acontecimentos, em primeiro Marcus Gronholm foi hospitalizado depois de ter sofrido um violento acidente quando pilotava um potente Ford Fiesta de rallycross, tendo perdido a consciência mas de momento já se encontra estável e em recuperação. Num mundo de homens Maria de Villota é de momento a única mulher piloto no mundo da F1 sendo piloto de testes da equipa Marussia Formula 1 mas o azar também lhe bateu a porta tendo batido fortemente contra um camião de apoio quando realizava um teste de velocidade em linha recta tendo ficado gravemente ferida e em risco de vida.

Maria de Villota hospitalizada e em risco de vida

Como se não bastasse o campeonato do mundo tem vindo a tornar-se um pouco monótono e quando isto parece melhorar com a entrada da VW em 2013 e a possível entrada da Toyota em 2014 eis que a Ford ameaça bater com a porta e mudar-se de armas e bagagens para o IRC.

Para quem é conhecedor da arte de apreciar carros e conhece o seu mundo de trás para a frente certamente já ouviu falar em Sergio Pininfarina, designer e projectista dos mais belos carros italianos de sempre e para mim do mundo. Desenhou variados Alfa Romeu, Ferrari, Lancia entre outros marcando sempre pelas suas linhas agressivas e ao mesmo tempo simples e eficientes. Faleceu aos 85 anos mas deixa um legado que lhe irá conferir a imortalidade no mundo do automobilismo.

Pininfarina desenhou alguns dos mais belos Ferrari de sempre tal como o mítico Ferrari F50:

Os automóveis clássicos são inesquecíveis, as suas formas e design assim como o verdadeiro ruído dos motores carburados marcam uma parte da história do mundo automóvel, e quando se juntam milhares destes exemplares de corrida num festival só pode resultar em sucesso, a isto chama-se Goodwood Festival of Speed 2012. Conhecido pela Fórmula 1, Rali, Le Mans, MotoGP, carros clássicos e exóticos, glamour britânico e tempo incerto é um mundo de sonho para aqueles que vivem o mundo automóvel.

Lugar este onde os oito cilindros americanos, motores em V italianos, quatro cilindros japoneses, turbo-compressores, rotores, rateres e ‘burnouts’, sem esquecer o cheiro ‘doce’ da borracha queimada transportam os visitantes para um lugar inesquecível.

Muito mais haveria para escrever, reviver e sonhar mas isso ficará para um próximo episódio.