GP do Mónaco em F1 e a Chuva

O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2012 está a ser uma completa surpresa, tendo voltado a ter muita da emoção que lhe era característica! No próximo fim-de-semana será realizado o mítico GP do Mónaco, mas as previsões meteorológicas apontam para para um fim-de-semana chuvoso a fazer recordar o GP do Mónaco em 1984 onde o brilhante mágico da chuva, Ayrton Senna superou Alan Prost com o muito pouco competitivo Toleman frente ao gigante do Mclaren-Honda.

Ayrton Senna em 1984 proporcionou um autentico recital de condução à chuva, mas será que actualmente existe algum piloto capaz do mesmo feito? Quem será o mágico da chuva da actualidade?

Acontecimentos Infelizes no Gp de Espanha em Fórmula 1

Coincidências acontecem e esta aconteceu 18 anos depois, como se não bastasse o mês de Maio de 1994, o nome Senna e a equipa de Fórmula 1 Williams estarem para sempre inscritos na lista negra do mundo da F1 os azares do mês de Maio não acabaram.

18 anos após o fatídico fim-de-semana que vitimou Rolland Ratzenberger e Ayrton Senna e colocou a equipa Williams numa posição delicada eis que num Gp onde a Williams voltou a provar um pouco do sabor agridoce de uma vitória seguida de problemas. Desta feita após Pastor Maldonado ter conseguido a vitória para a equipa do Sir. Frank Williams ocorreu um incêndio nas boxes da Williams ao que tudo indica resultante do sistema KERS do carro de Bruno Senna, sobrinho do malogrado Ayrton Senna.

Apesar de não ter havido mortes a registar, cerca de 30 elementos da Williams e de várias equipas sofreram ferimentos, sobretudo devido a inalação de fumos, sendo que 7 deles necessitaram de ser hospitalizados. No meio de toda a confusão Sir Frank Williams que está preso a uma cadeira de rodas desde 1986 foi retirado da boxe pela sua filha, e o vencedor do Gp, Pastor Maldonado teve de retirar o seu pequeno primo que ficou em pânico com todos os acontecimentos.

Apesar de ter sido menos negro que em 1994, a Williams voltou a ser capaz do melhor e do pior no mundo da F1. É estranho como algo deste género não aconteceu mais cedo, pois é do conhecimento geral que o sistema KERS é perigoso e este foi apenas mais um alerta.

Ayrton Senna, o Mágico das Pistas de Fórmula 1


Hoje dia 1 de Maio comemora-se o dia do trabalhador em Portugal, mas eu recordo aquele que considero o melhor piloto de fórmula 1 de todos os tempos, Ayrton Senna, falecido em competição a 1 de Maio de 1994 em Ímola, Itália…

Já contei toda a sua história no mundo da fórmula 1 no seguinte post de um dos meus muitos blog’s: Ayrton Senna pelo que não me vou alongar muito no que possa dizer sobre este magnífico piloto. No entanto o vídeo que coloco em cima descreve por imagens aquilo que Ayrton Sena realmente era, um mágico da condução.

Nunca me esquecerei da célebre frase proferida por Ayrton Senna em resposta a Alan Prost que é a seguinte:

“Estamos competindo para vencer. Se não disputar-mos nas brechas, não somos mais pilotos de corrida”

Ayrton Senna morreu a fazer aquilo que mais gostava, que era pilotar um carro de corrida. Que continue a descansar em paz, o Grande e Eterno Campeão…

Roland Ratzenberger, um Promissor Piloto de F1

Faz hoje exactamente 18 anos que naquele fatídico fim-de-semana em ìmola morreu Roland Ratzenberger, um promissor piloto Austríaco. Foi na curva Gilles Villneuve, em Ímola que o Simtek do jovem piloto se despistou com tal violência que os médicos pouco puderam fazer.

Longe do mediatismo da morte de Ayrton Senna, Roland Ratzenberger foi quase como esquecido no mundo da F1. É verdade que nunca conseguiu os feitos do gigante Ayrton Senna, mas era um jovem promissor que num fim-de-semana negro deu a sua vida pela paixão das corridas e da velocidade.

Na qualificação de Sábado 30 de Abril de 1994, Roland Ratzenberger saiu de pista danificando a asa dianteira do Simtek, mas optou por não entrar nas boxes para os mecânicos verificarem se estava tudo bem com o seu monolugar e continuou. Depois da fatídica curva Tamburello onde no dia seguinte Ayrton Senna perdeu a vida e que é feita a cerca de 340 Km\h a asa danificada partiu-se tornando o carro impossível de pilotar. O piloto nada conseguiu fazer batendo a 314.9 Km\h (segundo a telemetria) morrendo imediatamente com uma fractura da base do crânio.

Apesar de não ser um piloto muito conhecido e famoso, seria homenageado por Ayrton Senna (Senna levava no seu cockpit a bandeira Austríaca) no dia seguinte à sua morte, caso este conseguisse a vitória, o que não aconteceu pois Ayrton Senna sofreu também um acidente que lhe viria a roubar a vida.

Dia precedente ao dia do trabalhador em Portugal, mas um marco negro na história da Fórmula 1, no entanto para mim “Roland Rat” nunca será esquecido.

“Senna” – O Brasileiro, O Herói, O Campeão!

Existem momentos que nos marcam, situações que muitas vezes não estão directamente relacionadas connosco mas que nos provocam um nó na garganta, um voz trémula e uma lágrima no canto do olho. Este foi o sentimento que me invadiu ao ver o documentário acerca da vida de Ayrton Senna.

Como já é sabido eu sou um amante incondicional dos desportos motorizados, e que como toda a gente tenho os meus ídolos, e um deles é sem sombra de dúvida Ayrton Senna. Esta paixão vem desde muito novo, mais propriamente do dia 1 de Maio de 1994, onde eu apenas com 4 anos de idade assistia sentado no sofá juntamente com o meu pai ao Grande Prémio de Imola, fatidico dia onde vitima de acidente Ayrton Senna falecia a fazer a coisa que mais gosto lhe dava na vida.

Foi a partir deste momento que a minha paixão pelo desporto automóvel despertou e se apoderou de mim. Anos passaram mas nunca mais apareceu nas pistas de Fórmula 1 um génio como Ayrton Senna. Centenas de pilotos já passaram pelas fileiras da Fórmula 1, mas nenhum consegiu levar o carro tão longe como Ayrton fazia. Ele era o mágico da chuva, e quando todos os outros abrandavam em consequência da redução das condições de aderência Ayrton ia mais longe, dominando feras muito mais inquietas que as actuais e sem qualquer ajuda electrónica.

No inicio deste ano foi lançado um documentário acerca da vida de Ayrton Senna dentro e fora dos circuitos, do seu nascimento até a sua morte, passando pelos seus saudosos conflitos entre ele e o “professor” Alan Prost. Confesso que já vi, e revi várias vezes o documentário e irei continuar a fazê-lo.

O documentário está extraordinário e consegue trazer a todos os amantes do desporto automóvel uma incontronavel nostalgia e emoção. Apesar de nem tudo ter sido fácil na carreira de Ayrton Senna, o seu talento dentro das pistas superou tudo e todos. Ele era um homem virtuoso, que sabia olhar para tudo e todos que o rodeavam, e jamais pactuou com injustiças.

A nível automobilístico, Ayrton Senna foi e ainda continua a ser um dos pilotos mais admirados de sempre, possuía uma habilidade para pilotar fora de série, mas era bastante introspectivo e extremamente passional, costumava pilotar como uma forma de se auto-descobrir.

Ayrton Senna costumava pronunciar a seguinte citação:

“Quanto mais eu me esforço, mais eu me encontro. Eu estou sempre olhando um passo à frente, um diferente mundo para entrar, lugares onde eu nunca estive antes. É muito solitário pilotar num GP, mas muito cativante. Eu senti novas sensações e eu quero mais. Essa é a minha excitação, minha motivação.”

Ayrton Senna era possuidor de um temperamento muito calmo e frio fora da pista, apresentava uma agressividade fenomenal dentro de pista, ao mesmo tempo que conseguia manter a concentração e a frieza necessária para pilotar um F1 no Limite.

O documentário esclarece muitas das inconsistencias do complexo mundo da Fórmula 1, uma imensa máquina de interesses e invesimentos, onde nem sempre a pilotagem pura é considerada como principal. Alan Prost foi o maior rival de Ayrton Senna e protagonizou muitos momentos tensos entre ambos, mas proporcionaram também autenticos espectáculos com as suas lutas dentro das pistas.
No momento mais alto das sua rivalidade o seu contacto era nulo e a troca de palavras entre ambos era fria e despoletava diversas discussões. Uma das frases mais marcante dita por Alan Prost foi o seguinte:

“O Ayrton tem um pequeno problema. Ele pensa que nao se pode matar, e eu acho isso muito perigoso.”

No entanto Ayrton Senna ripostava com o seguinte:

“Estamos competindo para vencer. Se não disputar-mos nas brechas, não somos mais pilotos de corrida”

É impossivel de descrever toda a informação, nostalgia e emoção que este decumentário despoletou em mim, é mais uma lembrança do magnifico Homem, e piloto que pereceu aos comandos de um carro de corrida.

Ayrton Senna: “Pilotar com Garra Numa Corrida de Verdade, Isso é o Que Me Faz Feliz.”