Porque Eles Se Preocupam!!

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Sou Bombeiro Voluntário desde 2007, altura em que tinha apenas 16 anos e era ainda um menino. Os Bombeiros ensinaram-me a ajudar, conviver e crescer como pessoa, mas sempre tive presente o risco ao qual estava sujeito, e os meus pais também.

Quando em no verão de 2008 comecei a integrar as equipas de combate a incêndios, e a passar mais tempo fora de casa, noites e dias consecutivos a preocupação dos meus pais era evidente.

Actualmente, passados 5 anos essa preocupação ainda é evidente, apesar de mais comedida. No fundo sem preocupação não somos nada e todos nos preocupamos com coisas e pessoas.

First Emergency Alert 2013

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Pouco passava das 6:00h da madrugada e eu tinha acabado de chegar a casa depois de uma noite com os amigos quando o alerta soou. Alerta de um acidente rodoviário com 3 vítimas, uma delas encarceradas.

O dever chama, e assim me desloco para os Bombeiros. As equipas de socorro pré-hospitalar já estão a caminho e nós vamos pelo mesmo caminho. À chegada ao local depara-mo-nos com um despiste em que umas das vítimas se encontrava efectivamente encarcerada, obrigando aos procedimentos de extracção por desencarceramento.

No local estiveram 1 Ambulância e o VSAE de Vila Pouca de Aguiar, 1 Ambulância da Cruz Verde de Vila Real assim como a equipa médica VMER.

Tem Toda a Razão!!!

Têm Toda a Razão!!

Época de ECIN 2012 Terminada

 

Dei por terminada a minha participação nas equipas de combate a incêndios florestais de 2012 às 08:00h da manhã de hoje. Foram 5 meses de vários turnos com maior incidência nos meses de Junho, Julho e Agosto.

O verão deste ano não foi um verão particularmente complicado no que toca a incêndios florestais no nosso concelho, tendo havido relativamente poucas ocorrências e sendo ainda menos de gravidade elevada e que levaram à mobilização de uma grande quantidade de meios. A campanha de ECIN 2012 teve os seus momentos altos e baixos tal como acontece todos os anos, mas ainda assim não foi nada de extraordinário.

Rodeado de amigos houve momentos de tensão e descontracção, onde a adrenalina de uma ocorrência prevaleceram sempre acima de tudo.

Terminada a campanha de ECIN’s 2012 resta esperar pela campanha de 2013.

“De Repente Vimo-nos Envolvidos pelo Fogo”

A imagem da bombeira Patrícia Abreu em chamas, a arrastar-se pelo chão, aos gritos, a tentar escapar ao fogo, anteontem, em Barril do Alva, Arganil, não sai da cabeça do colega dos Bombeiros de Coja, Pedro Trindade: “Estava no chão a gatinhar, mas as botas e as pernas já estavam tomadas pelo fogo, assim como tudo à sua volta”. Pedro Trindade, 43 anos, que também sofreu queimaduras, ainda voltou para trás na tentativa de a salvar, mas já não conseguiu aproximar-se. 

Patrícia, 25 anos, morreu carbonizada. Os restantes quatro elementos sofreram queimaduras.
Pedro Trindade era o chefe da equipa e foi quem fez o reconhecimento, tendo concluído que aquele seria o melhor acesso. Ao regressar ao carro “algo de muito estranho se passou”, conta. Perderam a visibilidade e de repente viram-se “envolvidos pelo fogo”.
Todos fugiram, mas Patrícia ficou para trás e foi apanhada pelas chamas. Quando o comandante da corporação,Paulo Tavares, chegou ao local , “o corpo ainda estava em combustão. Não foi fácil”. Com a voz embargada, Paulo Tavares diz já ter visto muitas tragédias “mas como ontem nunca tinha acontecido”.
Fonte: Parte de um Artigo do Correio da Manhã

Apenas ler este artigo relatando o que os elementos da equipa de combate a incêndios que foi surpreendida pelo fogo e onde acabou por morrer um dos elementos tendo os restantes ficado com queimaduras é complicado, pois tantas vezes efectuamos as mesmas opções que essa mesma equipa tomou, os mesmos perigos e as mesmas surpresas.

Os níveis de adrenalina sobem até ao máximo numa situação de perigo e de fuga eminente onde por vezes se deixa todo o material para trás, mangueiras e agulhetas numa tentativa de salvar a vida. Desta vez a equipa não teve essa oportunidade de fuga e Patricia Abreu não conseguiu resistir.

Para mim como colega de “profissão” é muito difícil imaginar esta situação, algo que não se deseja a ninguém.