Finish: Dakar 2014

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Terminou hoje com a merecida cerimónia de Pódium o Dakar 2014. Uma edição a tipicamente difícil, que motivou a desistência de quase 50% dos que estavam à partida.

Mais uma vez a competição mostrou-se implacável e os terrenos percorridos, demolidores.

Acompanhei atentamente todas as modalidades, ficando triste com os acontecimentos dos pilotos Nacionais nas Motos, assim como da desistência do Carlos Sousa logo ao 2º dia de prova nos carros…

Mas o verdadeiro bichinho surgia com os Camiões…. A verdadeira luta foi travada entre os Iveco e Kamaz, ainda que os Tatra e MAN da Veka Racing tenham dado mostras de bom andamento.

No final o saldo foi mais positivo para os Russos da Kamaz que conseguiu colocar 4 camiões no top 5, um deles no lugar mais alto do pódium com Adrey Karginov, seguido bem de perto por Gerard De Rooy com o Iveco Powerstar…

O Dakar mostrou-se particularmente difícil e traiçoeiro, mas a competição tem destas coisas, e só temos de conseguir ser mais fortes, mais rápidos e consistentes…

Máquinas assombrosas, é a melhor forma de identificar os camiões de corrida mais evoluídos, autênticas bestas de poder e velocidade, ultrapassando por vezes com facilidade carros e motos.

A engenharia envolvida apaixona-me e surpreende-me, isto porque não existe um mercado específico para o desenvolvimento de Camiões de Corrida. Todos eles são alterados, e modificados ao critério das equipas, fabricando novas peças… Tudo isso torna ainda mais carismático, pois não podemos chegar ali ao concessionário da esquina e adquirir um camião de corrida. Tudo tem de ser fabricado com um determinado propósito e para um local específico.

Praticamente em simultâneo com o Dakar 2014, decorria o Africa Eco Race, uma prova menos mediática, mas que cruza os antigos troços do Dakar no Continente Africano.

A Portuguesa Elisabete Jacinto esteve presente com o sou MAN TGS, e conseguiu um belo 3º lugar, tendo aguentado o 2º lugar durante muito tempo, mas que se viu suplantado pela maior potência do Scania de Kovacs nas Dunas da Mauritânia.

Aproveitando um pouco a entrevista que Elisabete Jacinto deu ao Desporto 2 da RTP2 o MAN TGS que conduz, é praticamente um camião de série, comprado num concessionário nacional e que foi modificado ao nivel da resistência de suspensões, chassis e um pouco mais de potência no motor. E estas limitações reflectiram-se na impossibilidade de lidar com os “protótipos” Tatra e Scania que são muito mais potentes, leves e ágeis nos ângulos de entrada e saída.

Tudo se resume a números, pois um bom camião de corridas pode ascender a mais de 250 mil € facilmente, alguns deles custando mesmo quase 500 mil €… Enquanto que quem não tem um budget tão elevado tem de se contentar com o melhor que consegue, mas nem sempre uma boa navegação e condução podem esconder as limitações mecânicas.

Como é sabido o meu sonho passa por estar presente num Dakar ao volante de um destes monstros de 4 rodas. A sua imponência espanta qualquer um… Barulhentos, pesados, sujos mas com alma e coração…

É isto que me fascina…

Apenas Preciso de uma Máquina, de lhe tomar o gosto e o pulso, o resto o coração encarrega-se de conduzir!

A Primeira Vez!!!

 

SANY0436-2

Hoje acordei estremunhado ao toque da Sirene! Saltar da cama foi imediato e o coração, tal como sempre batia forte e a adrenalina corria nas veias.

Fardo-me à pressa, calças e camisola vestidas e botas desapertadas, bem ao meu estilo apressado e aí vou em direcção ao quartel.

À chegada o portão já estava aberto, mas o VSAE ainda não saíra. Chamam por mim apressadamente dizendo. “Nuno, tens de levar a Iveco”, o meu coração bateu ainda mais depressa e as minhas pernas tremiam!

Era necessária a intervenção de uma Viatura pesada e não havia de momento motoristas de pesados disponíveis, apenas eu. O maçarico, sim acreditem que quando me sentei no camião eu tremia realmente, afinal era a minha primeira vez ao volante de um camião numa real situação de emergência.

Não tenho “medo” de sair com qualquer tipo de viatura pesada, mas uma situação de emergência é completamente diferente. As sirenes tocam, o ritmo de condução tem de ser mais elevado, além disso, é necessário cuidados redobrados com todos os outros que circulam na via, que nem sempre são os mais condescendentes com a passagem de veículos prioritários.

A sensação foi de “ter caído de pára-quedas” ao volante do VSAE 01, nunca antes tinha conduzido o camião, e apesar de não ser um bicho-de-sete-cabeças a sua condução é sempre estranho. A dureza da caixa de velocidades reclamava um arranque a frio. Queixa-se, relutante a engrenar as primeiras velocidades. Mas como tudo na vida é preciso saber dar a volta as coisas, e tirar o real proveito.

No fim de contas tudo correu bem, a cada metro percorrido sentia-me mais confortável e tudo começou a sair naturalmente.

Assim é o natural sentido das coisas, primeiro estranha-se, mas depois entranha-se e foi o que aconteceu.

A primeira vez fica marcada e esta não será excepção. A primeira vez “real” do maçarico!

Agora venha um Kamaz 4911 Extreme, Tatra 815 ou Iveco Trakker Evolution 3 do Dakar que eu sou capaz de domar a fera, só preciso de lhe tomar o gosto e o pulso, o resto o coração encarrega-se de conduzir!

 

Progresso: Carta de Condução Categoria C + E —-> 100%

volvo

Hoje apesar de ser “Dia de Azar”, ou seja, Sexta-Feira 13, foi o dia em que concluí um dos meus grandes objectivos para o Ano 2013.

Agora sim sou um orgulhoso possuídor de carta de condução de Categoria C + E, ou seja, carta de condução de pesados com reboque e semi-reboque. A habituação à sensibilidade necessária à manobra de um reboque foi coplicada ao início, mas com calma tudo foi se foi acertando em seu lugar e a experiência foi-se adquirindo.

2013 não foi de todo um ano brutal para mim, foi sobretudo um ano de Altos e Baixos e de muitas lições aprendidas pelos meus próprios erros, mas Hoje estou feliz por mim mesmo e por mais um marco alcançado.

Pequenas Coisas que Faltam Na Vida, Tornam as Grandes Incompletas….

Progresso: Carta de Condução Categoria C + E —-> 66.66%

volvo

A Obtenção da carta de condução de categoria C + E, ou seja carta de condução de pesados com reboque e semi-reboque faz parte dos meus objectivos para 2013, e agora em parte já está concretizada.

Neste momento posso afirmar que já sou possuidor da carta de condução de categoria C, ou seja posso conduzir todo o tipo de camiões e máquinas pesadas desde que estas não possuam um reboque ou semi-reboque. O próximo passo é obter a categoria E para  que possa conduzir camiões com reboque e semi-reboque e então nesse momento o meu objectivo estará completamente realizado.

Mas como não é possível fazer tudo num só dia, aos poucos e poucos vou alcançando as minhas pequenas vitórias e consequentemente concretizando os meus objectivos pessoais.

Progresso: Carta de Condução Categoria C + E —-> 33.33%

volvo

A Obtenção da carta de condução de categoria C + E, ou seja carta de condução de pesados com reboque e semi-reboque faz parte dos meus objectivos para 2013, e hoje ficou um pouco mais perto de se realizar.

Hoje fui a exame de mecânica e modéstia a parte, sou um “pro”. Não errei qualquer uma das 20 perguntas do exame de mecânica deixando-me muito satisfeito, e um passo mais perto da obtenção da carta propriamente dita.

Como se não bastasse o dia ainda teve tempo para uma primeira aula de condução, sim agora posso dizer abertamente que já conduzi um camião e a sensação foi óptima. Uma sensação de poder, de superioridade (apenas no tamanho e no peso, não nas prioridades) na estrada. A adaptação à condução de um veículo pesado tem as suas particularidades e eu ainda me tenho de habituar ao comprimento e largura extra, ao tipo de travões mais sensíveis assim como à caixa de velocidades menos dócil.

Tudo é maior em dimensão e em dureza, mas dá uma sensação e gozo de condução muito interessante!

Simplesmente eu Gosto!