Desabafo: Um Dakar Maricas…

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Vamos a Pouco mais de Meio Dakar, uma competição motorizada que se afirma como a mais dura do mundo, a qual percorre 10 000 Quilómetros em 15 dias, mas desculpem-me o termo e o desabafo, o Dakar está a ficar MARICAS.

Hoje foi dia da Etapa 9, uma etapa maratona para as Motos e Quads onde ficarão em parque fechado no final sem que possam ter assistência das equipas. Dia infeliz para a armada Portuguesa de facto, mas ainda não fomos declarados “mortos” e lá continuaremos a tentar, mas não é exactamente isso que me leva escrever este que não é mais do que um desabafo.

Ao final do ponto de controlo 2 a etapa foi dada como neutralizada para as Motos e Quads devido ao extremo calor que se faz sentir e que poderia trazer inúmeras dificuldades no cruzar das míticas dunas de Fiambala. Nada que já não venha a ser hábito nas últimas edições do Dakar, em que as neutralizações de etapas são uma constante, ora pelo frio, ora pela chuva, ora pelo calor, isto tudo em prol da segurança diz a Organização.

Mas que raio é isto? Não é suposto ser a competição motorizada mais dura do mundo? Ser necessário lidar com a dureza, com o calor e com as condições de algumas das regiões mais inóspitas do mundo?

Ora se neutraliza as especiais em altitude devido ao frio extremo que se faz sentir e que pode colocar em risco os pilotos e respectivas equipas, ou a chuva intensa torna os leitos dos rios secos demasiado perigosos, ou então o calor extremo torna a areia das dunas tão solta que as torna muito dificeis de transpor. Bem isto é quase como pedir um Dakar sem Pó, com Ar Condicionado e todas as comodidades de um circuito.

Pode ser apenas uma “comichão” minhas, mas penso que estão a tornar o Dakar numa prova previsível, onde os pilotos não são “largados” à sua sorte de modo a testarem as suas capacidades face às adversidades que encontrarem pelo caminho. Raro é o caso em que pilotos e máquinas pernoitam e descansam em plena Etapa, para retemperar forças para continuarem depois.

Onde é que está o misticismo de que o Dakar é dormir numa tenda, comer enlatados e tomar banho 2 em 2 dias e de balde?

A Organização está a tornar esta prova demasiado polida, demasiado sofisticada, que cada vez mais retira a sua verdadeira essência e espírito do Dakar…

Finish: Dakar 2014

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Terminou hoje com a merecida cerimónia de Pódium o Dakar 2014. Uma edição a tipicamente difícil, que motivou a desistência de quase 50% dos que estavam à partida.

Mais uma vez a competição mostrou-se implacável e os terrenos percorridos, demolidores.

Acompanhei atentamente todas as modalidades, ficando triste com os acontecimentos dos pilotos Nacionais nas Motos, assim como da desistência do Carlos Sousa logo ao 2º dia de prova nos carros…

Mas o verdadeiro bichinho surgia com os Camiões…. A verdadeira luta foi travada entre os Iveco e Kamaz, ainda que os Tatra e MAN da Veka Racing tenham dado mostras de bom andamento.

No final o saldo foi mais positivo para os Russos da Kamaz que conseguiu colocar 4 camiões no top 5, um deles no lugar mais alto do pódium com Adrey Karginov, seguido bem de perto por Gerard De Rooy com o Iveco Powerstar…

O Dakar mostrou-se particularmente difícil e traiçoeiro, mas a competição tem destas coisas, e só temos de conseguir ser mais fortes, mais rápidos e consistentes…

Máquinas assombrosas, é a melhor forma de identificar os camiões de corrida mais evoluídos, autênticas bestas de poder e velocidade, ultrapassando por vezes com facilidade carros e motos.

A engenharia envolvida apaixona-me e surpreende-me, isto porque não existe um mercado específico para o desenvolvimento de Camiões de Corrida. Todos eles são alterados, e modificados ao critério das equipas, fabricando novas peças… Tudo isso torna ainda mais carismático, pois não podemos chegar ali ao concessionário da esquina e adquirir um camião de corrida. Tudo tem de ser fabricado com um determinado propósito e para um local específico.

Praticamente em simultâneo com o Dakar 2014, decorria o Africa Eco Race, uma prova menos mediática, mas que cruza os antigos troços do Dakar no Continente Africano.

A Portuguesa Elisabete Jacinto esteve presente com o sou MAN TGS, e conseguiu um belo 3º lugar, tendo aguentado o 2º lugar durante muito tempo, mas que se viu suplantado pela maior potência do Scania de Kovacs nas Dunas da Mauritânia.

Aproveitando um pouco a entrevista que Elisabete Jacinto deu ao Desporto 2 da RTP2 o MAN TGS que conduz, é praticamente um camião de série, comprado num concessionário nacional e que foi modificado ao nivel da resistência de suspensões, chassis e um pouco mais de potência no motor. E estas limitações reflectiram-se na impossibilidade de lidar com os “protótipos” Tatra e Scania que são muito mais potentes, leves e ágeis nos ângulos de entrada e saída.

Tudo se resume a números, pois um bom camião de corridas pode ascender a mais de 250 mil € facilmente, alguns deles custando mesmo quase 500 mil €… Enquanto que quem não tem um budget tão elevado tem de se contentar com o melhor que consegue, mas nem sempre uma boa navegação e condução podem esconder as limitações mecânicas.

Como é sabido o meu sonho passa por estar presente num Dakar ao volante de um destes monstros de 4 rodas. A sua imponência espanta qualquer um… Barulhentos, pesados, sujos mas com alma e coração…

É isto que me fascina…

Apenas Preciso de uma Máquina, de lhe tomar o gosto e o pulso, o resto o coração encarrega-se de conduzir!

Dakar 2014: A Competição é Implacável!!!

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Já está na estrada mais uma edição do Dakar 2014, competição automóvel que me faz sonhar à alguns anos! Conhecida pela sua dureza, mas também pela beleza dos povos e paisagens por onde passa.

A edição 2014 lembrou exactamente que “a natureza é poderosa, e a competição implacável. Contamos com a desistencia de Carlos Sousa com problemas mecânicos fruto de um turbo partido e com a aparatosa queda de Ruben Faria com a KTM oficial que o levou a desistir e a ser transportado de helicóptero para o hospital.

Nos camiões não está a ser facil também, tendo A. Mardaev a capotar violentamente o seu Kamaz e a abandonar a prova…

Ainda tenho o sonho de estar presente como piloto de camiões num Dakar, mas preciso sempre de me lembrar que não sou o melhor do mundo, e que sou o menos experiente.

Além disso “a natureza apresenta muitas dificuldades e a competição é implacável”.

The Best Photos Of Dakar 2013

Não é novidade para ninguém, e tal pode ser comprovado em muitos das minhas publicações aqui neste blog, que sou um apaixonado por desportos motorizados.

O Dakar 2013 acabou ontem e agora mostro algumas daquelas que considero serem as melhores fotografias do Dakar 2013.

Dakar: Aventura de uma Vida

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De nada nos serve a vida sem aventura, pelo menos a aventura faz parte da minha vida e sem ela não me sinto completo, Vivo! Os desportos motorizados sempre fizeram parte de mim, e continuarão a fazer, e é por esse mesmo facto que uma das competições pela qual tenho grande respeito e admiração é o Dakar.

O Dakar já não passa pelas dunas Africanas, tendo por questões políticas mudado para a América do Sul, passando Agora pela Argentina, Chile e Peru. São 15 dias e mais de 10 mil quilómetros de terreno duro que colocam a prova tanto os pilotos como as suas máquinas. Extremamente desafiante ao nível da navegação e da condução o Dakar é o sonho para qualquer amante dos desportos motorizados e da aventura.

Nunca escondi a minha paixão pelos carros e pelos camiões, e agora que estou já a tirar a minha carta de condução de Pesados ainda sonho mais com um dia vir a fazer um Dakar de Camião. Sim aqui o menino pequenino e franzino aos comandos de uma máquina grande, potente e imponente.

Nenhuma forma de fazer o Dakar é fácil, extremamente desgastante para os pilotos das Motos e dos Quads, muito competitivo nos carros e muito duro e com cuidados redobrados nos Camiões.

Para já a edição de 2013 irá apenas ser acompanhada pela Internet, Tv e em sonhos. Quem sabe em edições futuras não seja eu um dos participantes.

Ate lá, Keep Dreaming….