“Senna” – O Brasileiro, O Herói, O Campeão!

Existem momentos que nos marcam, situações que muitas vezes não estão directamente relacionadas connosco mas que nos provocam um nó na garganta, um voz trémula e uma lágrima no canto do olho. Este foi o sentimento que me invadiu ao ver o documentário acerca da vida de Ayrton Senna.

Como já é sabido eu sou um amante incondicional dos desportos motorizados, e que como toda a gente tenho os meus ídolos, e um deles é sem sombra de dúvida Ayrton Senna. Esta paixão vem desde muito novo, mais propriamente do dia 1 de Maio de 1994, onde eu apenas com 4 anos de idade assistia sentado no sofá juntamente com o meu pai ao Grande Prémio de Imola, fatidico dia onde vitima de acidente Ayrton Senna falecia a fazer a coisa que mais gosto lhe dava na vida.

Foi a partir deste momento que a minha paixão pelo desporto automóvel despertou e se apoderou de mim. Anos passaram mas nunca mais apareceu nas pistas de Fórmula 1 um génio como Ayrton Senna. Centenas de pilotos já passaram pelas fileiras da Fórmula 1, mas nenhum consegiu levar o carro tão longe como Ayrton fazia. Ele era o mágico da chuva, e quando todos os outros abrandavam em consequência da redução das condições de aderência Ayrton ia mais longe, dominando feras muito mais inquietas que as actuais e sem qualquer ajuda electrónica.

No inicio deste ano foi lançado um documentário acerca da vida de Ayrton Senna dentro e fora dos circuitos, do seu nascimento até a sua morte, passando pelos seus saudosos conflitos entre ele e o “professor” Alan Prost. Confesso que já vi, e revi várias vezes o documentário e irei continuar a fazê-lo.

O documentário está extraordinário e consegue trazer a todos os amantes do desporto automóvel uma incontronavel nostalgia e emoção. Apesar de nem tudo ter sido fácil na carreira de Ayrton Senna, o seu talento dentro das pistas superou tudo e todos. Ele era um homem virtuoso, que sabia olhar para tudo e todos que o rodeavam, e jamais pactuou com injustiças.

A nível automobilístico, Ayrton Senna foi e ainda continua a ser um dos pilotos mais admirados de sempre, possuía uma habilidade para pilotar fora de série, mas era bastante introspectivo e extremamente passional, costumava pilotar como uma forma de se auto-descobrir.

Ayrton Senna costumava pronunciar a seguinte citação:

“Quanto mais eu me esforço, mais eu me encontro. Eu estou sempre olhando um passo à frente, um diferente mundo para entrar, lugares onde eu nunca estive antes. É muito solitário pilotar num GP, mas muito cativante. Eu senti novas sensações e eu quero mais. Essa é a minha excitação, minha motivação.”

Ayrton Senna era possuidor de um temperamento muito calmo e frio fora da pista, apresentava uma agressividade fenomenal dentro de pista, ao mesmo tempo que conseguia manter a concentração e a frieza necessária para pilotar um F1 no Limite.

O documentário esclarece muitas das inconsistencias do complexo mundo da Fórmula 1, uma imensa máquina de interesses e invesimentos, onde nem sempre a pilotagem pura é considerada como principal. Alan Prost foi o maior rival de Ayrton Senna e protagonizou muitos momentos tensos entre ambos, mas proporcionaram também autenticos espectáculos com as suas lutas dentro das pistas.
No momento mais alto das sua rivalidade o seu contacto era nulo e a troca de palavras entre ambos era fria e despoletava diversas discussões. Uma das frases mais marcante dita por Alan Prost foi o seguinte:

“O Ayrton tem um pequeno problema. Ele pensa que nao se pode matar, e eu acho isso muito perigoso.”

No entanto Ayrton Senna ripostava com o seguinte:

“Estamos competindo para vencer. Se não disputar-mos nas brechas, não somos mais pilotos de corrida”

É impossivel de descrever toda a informação, nostalgia e emoção que este decumentário despoletou em mim, é mais uma lembrança do magnifico Homem, e piloto que pereceu aos comandos de um carro de corrida.

Ayrton Senna: “Pilotar com Garra Numa Corrida de Verdade, Isso é o Que Me Faz Feliz.”