Garrett McNamara, Nazaré e as Ondas Gigantes

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Portugal é um pequeno país à beira mar plantado, mas não é por tal pequenez que deixa de ser palco de interessantes feitos. Longe vai a história em que os bravos marinheiros partiam em “cascas de noz” à descoberta de novas terras, atravessando mares revoltos e desconhecidos.

A longa linha de costa virada para o imponente Atlântico presenteia-nos com boas e bonitas praias, bom peixe e ondas gigantes.

Já não é propriamente novo, mas com 45 anos de idade o surfista profissional Garrett McNamara continua aventureiro, e é na Nazaré, local onde já vive à algum tempo fazendo aquilo que mais gosta, surfar.

Segundo McNamara a Nazaré é um local especial. As ondas gigantes da Nazaré e McNamara já haviam entrado para o Guiness Book of Records por ter surfado uma onda de 23 metros no ano passado, record esse que voltou a ser batido hoje (28 de Janeiro de 2013).

McNamara Surfou uma onda de 30 metros na Praia do Norte na Nazaré, voltando a levar o nome de Portugal às bocas do mundo. Certamente a imagem falará por si, e correrá o mundo.

Deitada Sobre um Banco de Jardim…. Literalmente!

mau tempo

A natureza é temperamental e soberana. As suas capacidades destrutivas são imensas e incontroláveis. Portugal Continental sentiu um pouco disso (mas mesmo só um bocadinho pequenino) do que a Natureza é capaz na noite passada.

Tal como diz o ditado “depois da tempestade vem a bonança”, mas apenas um rasto de destruição ficou, neste caso restou apenas uma árvore sobre um banco de jardim.

O desfecho poderia ser “Ao cair da tarde num banco de jardim”, mas acabou por ser “Ao cair da tarde Sobre um banco de jardim”.

O Que é Nacional é Bom!


Dizemos sempre que os outros é que são bons, nunca olhando profundamente para a qualidade do que se faz dentro do nosso pequeno país à beira mar plantado. Estamos em plena realização do EURO 2012 e todo o país está de olhos postos no futebol, deixando de lado tudo o resto.

Nem só de futebol vive Portugal, muito pelo contrário e se queremos melhorar um pouco o estado decadente em que o país se encontra temos de dar valor ao que por cá se faz e não consumir única e exclusivamente o que é feito fora. A música é um destes produtos, sendo que em Portugal se ouve mais música estrangeira e comercial que a própria música nacional que é de grande qualidade.

Não é preciso procurar muito para descrever boas bandas e artistas nacionais, podemos falar dos Dazkarieh e dos Dead Combo que são mundialmente conhecidos, mas em Portugal pouco ou nada se fala deles, temos ainda o Jorge Cruz, Diabo na Cruz, Noiserv e estes são apenas alguns.

Este post surgiu da leitura de um post escrito no blog Chá e Girasóis da Mariana que escreveu um pouco sobre o que se passa no mundo da música Portuguesa. O que é nacional é bom e ainda vamos a tempo de lhe dar o devido valor, este fim-de-semana ouçam música nacional, vejam o jogo Portugal – Holanda, vibrem com o João Barbosa, Pedro Lammy e Rui Águas nas 24 Horas de Le Mans, com o Armindo Araújo no Rally da Nova Zelândia, com a comida tipicamente Portuguesa e com tudo o que for nosso.

Crónica: Rali Targa 2012 – Vieira do Minho

Portugal é um pequeno país a beira mar plantado, mas por vezes prega as suas partidas, tal como aconteceu no Rali Targa que se realizou em Vieira do Minho.

Ricardo Moura foi o vencedor depois de terem sido anulada a ultima especial do rali devido a uma tempestade de granizo que levou a desistência de vários pilotos. Num dia em que os Mitsubishi Evo tiveram problemas de motor, tais como o Pedro Meireles e Ricardo Moura. Ivo Nogueira despistou-se na ultima especial devido a tempestade de granizo que se fez sentir.

Actualmente o Campeonato Nacional de Rally’s não tem grande emotividade, grande parte devido aos concorrentes que nele estão inseridos. Existem excepções, mas nota-se muita falta de competitividade por parte dos pilotos nacionais, alguns deles com boas viaturas. Já vi por diversas vezes Rally do Campeonato Nacional e apesar da crise continua a haver um punhado (sim poucos, mas existem) de pilotos com boas mecânicas.

Uma das maiores desilusões é o piloto de Guimarães Pedro Meireles, que tripulando um Mitsubishi Lancer Evo X já com algumas especificações R4 não consegue obter andamentos dignos de tal carro. A espectacularidade deste piloto é muito pouca, quando comparada com Ricardo Moura que tripula uma máquina bem menos evoluída e antiga.

Ivo Nogueira é por outro lado uma jovem promessa dos rally’s. Quando o vi na época passada no Ralie Torrié ainda pouco habituado ao Citroen DS3 R3T pensei que fosse apenas mais um, mas tem vindo a demonstrar o quanto eu estava errado quando imprime um bom andamento numa máquina de 2 rodas motrizes.

Tal se veio a destacar neste Rali Targa 2012 onde ele foi o líder durante uma boa parte do rally isto quando a competir directamente contra máquinas bem mais potentes e de 4 rodas motrizes. Algo que não consigo entender muito bem é como um pequeno Citroen DS3 R3T com um motor 2.0 Turbo de cerca de 210cv e apenas tracção dianteira consegue superar o supra sumo dos rally’s, o Mitsubishi Lancer Evo com o seu potente motor 2.0 Turbo e 300cv além de ter tracção total.

Podemos dizer também que a transmissão do Citroen Ds3 R3T é mais evoluída (6 velocidades Sequenciais por patilha no volante) contra uma simples caixa de 5 ou 6 velocidades em H, mas será isso suficiente para que consiga vantagem sobre o Mistubishi em rally’s de asfalto? Ou Será que os pilotos dos Mitsubishi não conseguem tirar total partido das suas máquinas?

Fica a questão no ar, pois eu não consigo saber ao certo qual a razão para a falta de competitividade do nosso Campeonato Nacional de Rally’s.