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Foi hoje confirmado pela Câmara Municipal do Porto que o Circuito da Boavista não será realizado em 2015 devido à decisão do Turismo de Portugal, leia-se Governo Português ter cortado os apoios financeiros ao WTCC e Rally de Portugal.

É completamente imbecíl o que estão a fazer e de uma falta de inteligência brutal, cortar os apoios aos dois maiores eventos em solo Nacional após o Euro 2004. Eventos que atraem milhares de espectadores, curiosamente mais estrangeiros do que até Portugueses… Será que não é turismo???

O conhecido canal desportivo Eurosport fez força para que o Circuito da Boavista imperasse no WTCC em Portugal ao invés do Circuito do Estoril ou do Algarve! E porquê? Pela emoção transmitida por um circuito cítadino, e que lhes interessa do ponto de vista dos espectadores e das transmissões televisivas que gerão uma boa quantia nos direitos de transmissão!

Eventos que atraem pessoas de todos os países a deslocar-se ao nosso pelo amor aos desportos motorizados, movimentando a economia Nacional. Mas como já constumo dizer, se fosse para construír mais um Estádio, ou quem sabe comprar mais um Submarino já haveria fundos.

Agora para o que é realmente importante, para os meios de socorro, segurança que são realmente necessários, esses sofrem cortes. Um país de mentecaptos no que toca à promoção do nosso país.

Não estão a saber aproveitar o bom que temos, e muito menos ainda tirar o real proveito do que temos de bom e qualitativamente reconhecido! O que são 2 ou 3 milhões de € para apoio destes 2 eventos?? Quando o retorno obtido é na ordem das dezenas de milhões de €?? Basta analisar os retornos económicos obtidos no Rally de Portugal que foi o evento a gerar mais receitas desde o Euro 2004.

Será que não são motivos suficientes? 100 milhões de € gerados pelo Rally de Portugal e umas largas dezenas geradas pelo WTCC não são importantes?

Somos pequeninos, e caminhamos a passos largos para uma maior pequenez com estas atitudes!

Mas só resta dizer que vivemos num país de Governantes Corruptos e Mentecaptos!!!

O Eterno “Racismo” Pelo Desporto Motorizado em Portugal…

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Portugal, um cantinho a beira mar plantado que podemos assim dizer  “vive de aparências”, e do velho ditado “anda meio mundo a enganar outro meio”.

No que toca ao desporto, Portugal só vê Futebol e nada mais, todos os outros deportos são secundários, coisa que me causa verdadeira urticária.

Agora que o Rally de Portugal foi radicado para o Norte do País por pelo menos um ano, e após muita contestação por parte das comissões de turismo do Sul do País, veio agora o Ministério da Economia anunciar que o Turismo de Portugal não vai apoiar financeiramente a edição de 2015 do Rally de Portugal nem o WTCC no circuito da Boavista, Porto.

Esta decisão foi tomada numa alegada falta de retorno económico e turistico destes dois eventos, coisa completamente espatafúrdia, uma vez que o Rally de Portugal tem gerado desde 2007 retornos económicos só superados pelo Euro 2004.

Valores que chegam anualmente aos 100 milhões de euros em retorno económico para o País e que move milhares de aficionados estrangeiros, quem não se lembra dos Finlandeses que estiveram em 2012 uma semana em Fafe só para assistir ao WRC Fafe Rally Sprint e rumaram depois ao Sul do País? E os Polacos que acompanham o Robert Kubica? E todos os Espanhois que são assíduos ao nosso Rally?

Custa-me dizer, mas não passa da mais pura das verdades. Se fosse para apoiar Futebol, arranjava-se tudo e mais uns trocos! Agora como é para ajudar a montar um evento que move multidões, multidões essas unidas pela paixão pura pelo automobilismo e não apenas por bairrismos estúpidos entre equipas.

No desporto automóvel a paixão é arrancada pelas disputas em pista, e onde o publico acarinha o espectáculo e não este ou aquele piloto / equipa em particular.

Existe muita gente a sonhar e a querer o Rally de Portugal no Norte, mas existem outros tantos a lutar contra ele. Já o disse e volto a repetir, o Rally no Norte não é melhor nem pior, é simplesmente diferente do Rally no Sul. Cada um tem as suas particularidades, mas o importante é manter a prova em terreno Nacional, e pelo que vejo, estes bairrismos estúpidos estão a dificultar a sua permanencia.

No fundo é uma questão de aparências, temos um dos melhores Rally’s do Mundo, ou mesmo o melhor do mundo como um dia o gigante “McRae” ousou dizer, mas as entidades competentes e governamentais pouco ou nada querem fazer por manter o nome de Portugal ligado a um dos desportos motorizados mais acarinhados em todo o Mundo.

No fundo, Portugal vive do Futebol e nada mais, tudo o resto é aparências…

Srº Ministro da Economia, no dia em que você sentir a paixão que move os amantes dos Rally’s, no dia em que soltar um simples grito “Espectacular” no meio de uma multidão e debaixo de uma nuvem de pó após uma passagem alucinate de um carro de rally, ou assistir ao recital emanado por um carro num circuito entre acelerações, travagens e passagens de caixa aí SIM, talvez você entenda o poderio que o desporto motorizado tem no MUNDO.

Alex Zanardi: O Melhor Exemplo de “Querer é Poder”

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Porque “Querer é Poder” nunca uma frase tão bem encaixou no percurso de vida de uma pessoa, (Alex) Alessandro Zanardi.

Nascido a 23 de Outubro de 1966 em Bolonha Itália, Alex Zanardi é um exemplo de vida, um exemplo de paixão pelo Desporto Automóvel e pela vida.

Piloto profissional esteve envolvido na Fórmula 1 entre 1991 e 1999 passando pelas equipas Jordan, Minardi, Lotus e Williams. Mas a sua vida viria a mudar em 2001 quando pilotava um Reynard de Champ Car (CART) que lhe amputou literalmente as duas pernas.


O acidente foi extremamente violento colocando-o em sério risco de vida e tendo de ser reanimado 7 vezes até chegar à unidade hospitalar, mas Alex Zanardi não largou a vida.

Depois de uma longa e difícil recuperação regressou à Competição Automóvel, mais propriamente ao WTCC entre 2005 e 2009 com a BMW onde venceu por 3 vezes.

Apesar de parecer até pouco, 3 vitórias em 5 épocas no WTCC, mas temos de compreender o facto de ser um campeonato extremamente competitivo e de Zanardi usar 2 próteses no lugar das pernas o que levou a grandes alterações nos controlos mecânicos do automóvel e que consequentemente levou a uma adaptação.

Mas a força de vontade de vencer não ficou por aqui. Em 2007 adoptou o paraciclismo como desporto tendo estado nos Jogos Paralímpicos de Londres de 2012 onde conquistou 3 medalhas, duas de ouro e uma de prata no ciclismo paralímpico H4.

Agora com 47 ainda não está disposto a parar e está de volta à competição automóvel com a BMW na Blancpain GT Sprint Series. Inserido na equipa ROAL muito conhecida por suportar Tom Coronel no WTCC irá pilotar um BWM Z4 GT3 especialmente equipado para as suas necessidades especiais.

A sua rapidez não foi diminuida pelo acidente, mas sobretudo a sua vontade de querer e de conseguir foi de sobremaneira engrandecida, o que o torna um grande exemplo de vida….

Isto tudo porque “Querer é Poder”…

Michel Vaillante em Portugal

O Mundo das corridas está invariavelmente ligado a mim, e mais uma vez aconteceram coisa que me levaram de volta ao mundo das crianças, e foi o que aconteceu este fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve.

Cresci na década de 90, mas as histórias e aventuras do piloto de automóveis Michel Vaillante faziam as delicias dos mais novos quando ainda se lia regularmente livros de banda desenhada. Ainda me lembro que lia vezes sem conta as mesmas histórias e à noite sonhava em ser um piloto fabuloso como aquele que via nos livros de banda desenhada.

Fui crescendo, mas a paixão pelos automóveis e pelas corridas nunca desapareceu, mas sim cresceu e tornou-se ainda mais forte, sendo o único desporto que me faz arrepiar e vibrar verdadeiramente. Este ano a ronda do WTCC em Portugal mudou-se para o Algarve, para o grandioso Autódromo Internacional do Algarve, uma magnífica pista cheia de condições mas que fica demasiado vazia pois no sul do país não existe a mesma paixão pelas corridas que se pode sentir no Norte e Centro.

No ano passado tive o prazer de assistir ao vivo e a cores ao Circuito da Boavista onde pude observar as máquinas e os pilotos do WTCC, mas este ano havia uma surpresa na ronda Portuguesa, pois um dos pilotos oficiais da Chevrolet, Alain Menu encarnou no mítico piloto da banda desenhada, Michel Vaillante. Desde o Camião de transporte do material e equipa assim como os respectivos mecânicos e piloto ostentaram as cores (azul, branco e vermelho) que recordavam a equipa Vaillante.

Como não poderia deixar de ser Alain Menu, reencarnando Michel Vaillante acabou por vencer sem dificuldades a 2ª corrida, o que motivou enormes festejos por parte da equipa e transmitiu um certo misticismo característico da personagem Michel Vaillante.

Quero voltar à década de 90 e ter os mesmos sonhos de criança!

WTCC 2012 – Eslováquia

Vitórias para Robert Huff e Gabriele Tarquini

Hoje Domingo dia 29 de Abril de 2012 acordei eu tarde e mal como é costume aos Domingos directamente para me voltar a sentar no sofá para assistir em directo via Eurosport à ronda 8 do WTCC que decorreu na Eslováquia.

A primeira corrida teve muitos incidentes logo ao inicio deixando logo de forma o Português Tiago Monteiro que foi apanhado no meio da confusão e levou um toque no seu carro que o impediu de continuar em prova! Apesar de eu estar a torcer por Tiago Monteiro e saber que ele é um piloto com provas dadas esta época não tenho grandes esperanças nele, devido à falta de competitividade do seu SR Leon 1.6T que é muito menos rápido que os carros da concorrência.

Já sem Tiago Monteiro em Pista os dois Seat da equipa Lukoil assumiram as 2 primeiras posições com Gabrielle Tarquini e Dudukalo. Gabrielle Tarquini demonstrou que apesar dos seus 51 anos ainda sabe o que é andar depressa, mostrando a tudo e todos o que o velho Italiano ainda é capaz de fazer, lembrando os velhos tempos em que colocou o Alfa Romeu em apenas 2 Rodas no ETCC.

A segunda corrida adivinhava-se difícil, mas um pouco mais favorável aos homens da Cheverolet que se demonstraram pouco competitivos durante o fim-de-semana, a luta travou-se inicialmente entre os 3 Cheverolet oficiais, Norbert Michelisz e Tarquini, em que Norbert Michelisz faz um arranque canhão isolando-se na frente mas que rapidamente foi ultrapassado.

O final da corrida foi disputado entre Yvan Muller e Tarquini onde o homem da Cheverolet conseguiu aguentar bem o Italiano, mas deixando fugir o seu companheiro de equipa e vencedor da 2ª corrida, Robert Huff.